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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
Amazonas

Ministério Público exige remoção imediata de moradores em áreas de risco em Jutaí

Pareceres técnicos da Defesa Civil classificam a situação da orla da cidade como de alto risco.

Ministério Público exige remoção imediata de moradores em áreas de risco em Jutaí
Imagem: Defesa Civil de Jutaí
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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) emitiu uma recomendação ao município de Jutaí para garantir a segurança dos moradores afetados pelas chamadas terras caídas. As áreas foram classificadas pela Defesa Civil como de risco crítico e moderado. A prefeitura deve adotar medidas imediatas para a retirada e realocação dessas famílias.

MPAM investiga omissão da prefeitura

A decisão tem base no inquérito civil nº 160.2023.000008, instaurado pelo MPAM para fiscalizar as ações da prefeitura e da Defesa Civil diante da situação crítica. Segundo o Ministério Público, o município recebeu recursos do Estado do Amazonas para gerenciar a crise, mas não demonstrou transparência na aplicação do dinheiro e não adotou medidas efetivas para reassentar as famílias.

Dois pareceres técnicos da Defesa Civil (nº 003/2023 e nº 014/2023) apontam risco de colapso iminente na orla de Jutaí, com erosão severa e movimentação de massa. Uma vistoria realizada entre 8 e 10 de outubro de 2023 confirmou a necessidade de remoção imediata das famílias.

Fenômeno natural e risco de tragédia

O promotor de Justiça Matheus de Oliveira Santana destacou a gravidade da situação. “Laudos técnicos confirmaram o risco iminente, exigindo providências urgentes do Poder Público para evitar tragédias e garantir o direito à moradia digna”, afirmou.

As terras caídas são um fenômeno sazonal em que a água corrói as margens dos rios, provocando erosão e desmoronamento do terreno. Esse processo natural de erosão fluvial é um dos principais responsáveis por transformações e deslizamentos na Região Norte.

Providências exigidas e penalidades

O MPAM determinou que a prefeitura e a Defesa Civil forneçam, em até 10 dias úteis, informações sobre a destinação dos recursos financeiros, o plano de reassentamento das famílias e medidas de fiscalização das áreas de risco.

Além disso, a prefeitura deve interditar imediatamente as regiões afetadas, instalar placas de alerta e barreiras físicas para impedir a circulação de pessoas. Relatórios quinzenais devem ser enviados ao MPAM até que uma solução definitiva seja implementada.

O descumprimento da recomendação pode resultar em responsabilização civil, administrativa e penal em caso de danos ou fatalidades.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / Amazonas em Tempo/ MPAM.

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