Aguarde, carregando...

Terça-feira, 06 de Outubro 2026
Brasil

Rio: sede de ONG abriga arsenal de traficantes

Polícia Civil prende 17 suspeitos e apreende armas e drogas em bunker de uma ONG

Rio: sede de ONG abriga arsenal de traficantes
Durante a operação, 17 pessoas relacionadas ao tráfico foram presas e 17 fuzis, além de uma arma calibre 50, munição, granadas e drogas, foram apreendidos | Foto: Tania Rego/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A Polícia Civil descobriu um bunker do tráfico na favela Parada de Lucas, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, construído na sede da organização não governamental (ONG) Multiplicação Social. A operação policial ocorreu no último dia 19, informou o jornal Gazeta do Povo.

Durante a operação, 17 pessoas relacionadas ao tráfico foram presas e 17 fuzis, além de uma arma calibre 50, munição, granadas e drogas, foram apreendidos.

O valor estimado do armamento apreendido é de R$ 1 milhão, conforme a Polícia Civil. O bunker possuía uma porta automática acionada por controle remoto e dois cômodos para a permanência prolongada dos criminosos.

De acordo com os agentes envolvidos na operação, os responsáveis pela ONG possuem vínculos com o tráfico local, o que levanta suspeitas sobre a relação de algumas entidades fluminenses com o crime organizado.

O delegado Marcos Amim, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), ressaltou dois pontos cruciais: a operação dissipou quaisquer dúvidas sobre a conexão direta entre algumas ONGs e o narcotráfico. A ONG em questão utilizava atividades típicas de organizações não governamentais para encobrir sua verdadeira natureza de esconder armamentos e auxiliar criminosos procurados pela Justiça.

O delegado também destacou a importância das operações policiais no combate ao avanço do crime organizado no Estado. Desde 2020, um conjunto de ONGs lidera uma campanha no Supremo Tribunal Federal (STF), em parceria com partidos como PSB, PT e Psol, para impor várias restrições à presença policial nas comunidades do Rio de Janeiro.

Essas investidas têm obtido sucesso, com ministros do STF apoiando as demandas dessas entidades. Dentre as diversas determinações impostas pelo tribunal, destaca-se a proibição de operações nas comunidades, exceto em situações “absolutamente excepcionais”, durante a pandemia, comunicação prévia ao Ministério Público antes de cada incursão, vedação ao uso de helicópteros nas operações, entre outras.

Com a redução da presença policial nas comunidades, as lideranças do narcotráfico no Estado têm encontrado maior facilidade para fortalecer e expandir suas posições.

Os criminosos erguem barricadas para proteger seus territórios contra intervenções policiais, aumentam seus arsenais de guerra e até mesmo recebem traficantes de outros Estados, que veem as favelas do Rio de Janeiro como locais mais seguros do que suas regiões de origem.

FONTE/CRÉDITOS: Revistaoeste.com / Redação

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR