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Terça-feira, 13 de Outubro 2026
Amazonas

Seguro-Defeso: pescadores começam a receber parcelas atrasadas em plena campanha eleitoral; calendário levanta questionamentos

INSS libera novo lote de pagamentos nesta terça-feira (13), mas demora na quitação de benefícios anteriores a 2026; Direito do pescador deve ser respeitado.

Seguro-Defeso: pescadores começam a receber parcelas atrasadas em plena campanha eleitoral; calendário levanta questionamentos
Imagem: Redação Portal.
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou nesta terça-feira, 13 de outubro, o pagamento do quarto lote de benefícios retroativos do Seguro-Defeso, destinado a pescadores artesanais que aguardavam a liberação de valores referentes a períodos anteriores a 2026.

De acordo com o comunicado oficial do instituto, o lote contempla 15.541 pescadores em todo o Brasil, com a liberação de mais de R$ 100 milhões, em pagamentos programados entre os dias 13 e 17 de outubro.

O Seguro-Defeso é um direito assegurado aos pescadores artesanais que atendem aos requisitos legais, garantindo renda durante o período em que a pesca é proibida para permitir a reprodução das espécies.

No Amazonas, especialmente nos municípios do Médio e Alto Solimões, a atividade pesqueira representa uma das principais fontes de sustento de milhares de famílias ribeirinhas.

Por que os pagamentos demoraram?

Embora a liberação dos recursos seja importante para os trabalhadores, uma questão merece esclarecimento: por que benefícios referentes a períodos anteriores a 2026 somente estão sendo quitados agora?

O INSS informou que os pagamentos retroativos foram viabilizados pela Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026, e que as liberações dependem da análise e regularização dos requerimentos.

Entre julho e setembro, o instituto informou ter pago aproximadamente R$ 1,041 bilhão a 179.089 beneficiários. O quarto lote dá continuidade a esse processo.

Entretanto, ainda é necessário esclarecer quanto tempo esses trabalhadores aguardaram, quais dificuldades impediram os pagamentos anteriormente e quantos requerimentos continuam pendentes.

Liberação entre os dois turnos também levanta perguntas

Outro ponto que chama atenção é o calendário.

O quarto lote do Seguro-Defeso está sendo pago justamente logo após o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, e o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A coincidência de datas não comprova finalidade eleitoral, especialmente porque os pagamentos retroativos começaram em julho. Ainda assim, há perguntas legítimas sobre a definição do cronograma.

Quais critérios administrativos e financeiros determinaram a liberação dessa etapa em outubro, durante a campanha eleitoral? O calendário já estava definido anteriormente ou foi estabelecido conforme a conclusão dos requerimentos?

Essas informações são importantes para esclarecer o processo de pagamento de um benefício que pertence ao trabalhador, independentemente de governos ou disputas políticas.

Como o pescador pode consultar seu benefício?

Os trabalhadores que possuem requerimentos pendentes devem acompanhar a situação pelos canais oficiais.

A consulta pode ser realizada pela Carteira de Trabalho Digital e pelos serviços disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Para requerimentos antigos administrados pelo INSS, também é possível buscar orientações pelo Meu INSS e pela Central 135.

É importante destacar que nem todos os pescadores com solicitações pendentes estão incluídos neste quarto lote. O recebimento depende da situação de cada requerimento.

Direito do pescador deve ser respeitado

O Seguro-Defeso não é favor ou presente de qualquer administração pública. Trata-se de uma política de proteção social destinada ao trabalhador da pesca artesanal, nos termos da legislação brasileira.

Além da garantia do benefício, é fundamental que os pescadores tenham acesso a informações claras sobre os prazos, os critérios de análise e os motivos de eventuais atrasos.

O Portal Fonte Boa em Tempo continuará acompanhando os pagamentos e cobrando transparência sobre a aplicação dos recursos públicos, especialmente em relação às famílias ribeirinhas do interior do Amazonas.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / (INSS).

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