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EXÉRCITO CONFIRMA FARC NA FRONTEIRA DO AMAZONAS E AMPLIA OPERAÇÃO NO ALTO RIO NEGRO

Presença de grupos armados é monitorada na região do Alto Rio Negro; comunidades indígenas relatam circulação de homens armados e restrição de acesso.

EXÉRCITO CONFIRMA FARC NA FRONTEIRA DO AMAZONAS E AMPLIA OPERAÇÃO NO ALTO RIO NEGRO
Imagem: Arquivo EB.
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A fronteira do Amazonas com a Colômbia está sob atenção reforçada do Exército Brasileiro após a confirmação de que grupos dissidentes das antigas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuam na região de fronteira com o Brasil.

A informação foi confirmada pelo próprio Exército e ocorre após denúncias de moradores da Terra Indígena Alto Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do Amazonas.

Segundo os relatos das comunidades, homens armados estariam circulando pela região, restringindo a passagem de moradores e abrindo estruturas clandestinas em áreas de mata.

Diante da situação, o Comando Militar da Amazônia (CMA) mantém monitoramento permanente da área, enquanto os Pelotões Especiais de Fronteira realizam reconhecimentos e patrulhas terrestres e fluviais.

PRESENÇA DE GRUPOS ARMADOS ACENDE ALERTA

A confirmação do Exército aumenta a preocupação sobre a segurança das comunidades indígenas e sobre a possibilidade de utilização do território brasileiro como rota de circulação, apoio logístico ou retaguarda para grupos criminosos que atuam na região de fronteira.

As antigas FARC foram oficialmente desmobilizadas após o acordo de paz firmado com o governo colombiano em 2016. No entanto, grupos dissidentes que não aderiram ao acordo continuaram atuando em diferentes regiões da Colômbia, principalmente ligados a atividades criminosas como tráfico de drogas, exploração ilegal de recursos e controle territorial.

No lado brasileiro, a presença desses grupos representa uma preocupação estratégica devido à extensão e à dificuldade de fiscalização da fronteira amazônica.

OPERAÇÃO JAGUARETÊ FOI REFORÇADA

Entre os dias 23 e 31 de agosto, militares da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, subordinada ao Comando Militar da Amazônia, realizaram operações de reconhecimento e patrulhamento na faixa de fronteira.

As ações fazem parte da Operação Jaguaretê, que tem como objetivo combater ilícitos transfronteiriços e ambientais.

Durante a operação, os militares passaram por comunidades indígenas como São Joaquim, Trovão, Guadalupe e São Felipe, localizadas na região do Igarapé Castanho, próximo à fronteira com a Colômbia.

O Exército informou que encontrou dificuldades de navegação e constatou a passagem de estrangeiros por algumas comunidades.

De acordo com relatos de moradores, os estrangeiros circulavam em pequenos grupos, de até cinco pessoas, principalmente em busca de alimentos e apoio logístico. Não houve, durante essas ações, contato direto ou confronto entre os militares e os grupos relatados.

FRONTEIRA COM A COLÔMBIA É ÁREA ESTRATÉGICA

A região do Alto Rio Negro possui uma das fronteiras mais complexas do país.

São centenas de quilômetros de rios, igarapés e floresta fechada, com comunidades indígenas espalhadas por uma área de difícil acesso.

Na prática, não existe uma barreira física separando Brasil e Colômbia em grande parte da região. A circulação ocorre principalmente por rios e caminhos dentro da floresta, o que aumenta a dificuldade de fiscalização permanente.

É justamente nesse cenário que grupos criminosos podem tentar explorar rotas alternativas para transporte de drogas, armas, pessoas e outros produtos ilegais.

POSSÍVEL CONEXÃO COM FACÇÕES BRASILEIRAS

Além da presença de dissidentes das FARC, informações de inteligência e investigações sobre a atuação de grupos armados na região apontam para uma possível aproximação operacional entre organizações criminosas colombianas e grandes facções brasileiras.

Entre os grupos brasileiros citados em investigações relacionadas ao crime organizado na região estão o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A preocupação das autoridades é que essas conexões possam fortalecer uma espécie de rede criminosa transfronteiriça, envolvendo tráfico de drogas, armas, garimpo ilegal, exploração ambiental e controle de rotas fluviais.

Nesse cenário, a fronteira amazônica deixa de ser apenas uma área de passagem e passa a ser vista como ponto estratégico para organizações criminosas que atuam dos dois lados da divisa.

EXÉRCITO PROMETE INTENSIFICAR A VIGILÂNCIA

Diante dos relatos e das informações de inteligência, o Comando Militar da Amazônia informou que pretende manter a intensificação da Operação Jaguaretê.

O objetivo declarado pela Força é preservar a soberania nacional, garantir a inviolabilidade do território brasileiro e proteger as comunidades que vivem na região.

O Exército também mantém diálogo com órgãos de segurança pública e fiscalização que atuam em São Gabriel da Cachoeira e nas áreas de fronteira.

A situação chama atenção porque a presença de grupos armados estrangeiros em território brasileiro representa um desafio que vai além do combate ao tráfico de drogas.

É uma questão de segurança nacional, proteção das comunidades indígenas e controle da extensa fronteira amazônica.

FRONTEIRA SOB VIGILÂNCIA

O alerta está ligado. O Exército reconhece que dissidentes das antigas FARC atuam na região de fronteira com o Brasil e já ampliou o monitoramento.

Agora, o desafio é impedir que o território brasileiro seja utilizado como rota de fuga, esconderijo, área de recrutamento ou base logística para organizações criminosas que atravessam a fronteira entre Colômbia e Brasil.

Em uma região onde a floresta e os rios substituem estradas e fronteiras físicas, a presença permanente do Estado passa a ser uma das principais barreiras contra o avanço do crime organizado na Amazônia.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / EB.

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