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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Segurança

Exército emprega mais de 2 mil militares em 140 ações na Amazônia e apreende ouro e mercúrio

Operações realizadas em agosto reforçaram a fiscalização em rios, fronteiras, portos e áreas estratégicas; seis dragas usadas no garimpo ilegal foram inutilizadas no Amazonas.

Exército emprega mais de 2 mil militares em 140 ações na Amazônia e apreende ouro e mercúrio
Imagens: Exército brasileiro.
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A presença do Exército Brasileiro na Amazônia ganhou reforço durante o mês de agosto, com a participação de mais de 2 mil militares em 140 ações de fiscalização, reconhecimento e controle realizadas em diferentes pontos da região.

As operações tiveram como foco o combate a ilícitos ambientais e transfronteiriços, além do reforço da presença do Estado em áreas de difícil acesso, onde os rios funcionam como importantes corredores de circulação.

Entre os resultados divulgados estão a apreensão de 526 gramas de ouro, 1.243 gramas de mercúrio, sete armas e 67 munições, além da inutilização de seis dragas utilizadas no garimpo ilegal. Os números foram divulgados em balanço sobre a atuação do Comando Militar da Amazônia.

Imagens: Exército Brasileiro.
Imagens: Exército Brasileiro.

Fiscalização alcança rios, fronteiras e pontos de circulação

Ao longo de agosto, as tropas atuaram em diferentes ambientes da Amazônia, incluindo áreas de fronteira, rios, portos, aeroportos e aeródromos.

Entre as atividades realizadas estão o reconhecimento de fronteiras e a instalação e operação de Postos de Controle e Interdição Fluvial, estruturas que permitem ampliar a fiscalização sobre embarcações e identificar possíveis movimentações relacionadas a atividades ilícitas.

A estratégia é especialmente importante na Amazônia, onde as grandes distâncias, a extensa área de floresta e a predominância dos rios como vias de transporte tornam a fiscalização um desafio permanente.

Nesse cenário, a presença militar distribuída em diferentes pontos permite ampliar a capacidade de controle territorial e de resposta diante de crimes ambientais, tráfico de drogas, contrabando e outras atividades ilegais.

Operação JAGUARETÊ apreende ouro, mercúrio, armas e munições

Parte dos resultados está relacionada à Operação JAGUARETÊ, que reúne ações de patrulhamento, fiscalização e reconhecimento voltadas principalmente ao combate de crimes transfronteiriços e ambientais na Amazônia.

No balanço divulgado, a operação registrou a apreensão de sete armas, 67 munições, 526 gramas de ouro e 1.243 gramas de mercúrio.

O ouro apreendido representa também uma dimensão econômica do garimpo ilegal. A exploração clandestina de minério pode movimentar uma cadeia que envolve transporte, comercialização e circulação de recursos extraídos de áreas sem autorização.

Já o mercúrio utilizado em processos de separação do ouro representa um problema ambiental e de saúde pública quando chega aos rios e entra na cadeia alimentar. A contaminação pode atingir peixes e outros organismos aquáticos, afetando populações que dependem dos recursos dos rios.

A presença de armas e munições nas áreas fiscalizadas também demonstra que o combate ao garimpo ilegal pode estar associado a outras questões de segurança, principalmente em regiões remotas e próximas às fronteiras.

Imagens: Exército Brasileiro.
Imagens: Exército Brasileiro.

Seis dragas são inutilizadas no rio Içá

Um dos principais resultados da atuação no Amazonas ocorreu no rio Içá, na região de Santo Antônio do Içá, no Alto Solimões.

Em uma ação conjunta do Exército Brasileiro e do IBAMA, seis dragas utilizadas para extração mineral sem autorização ambiental foram localizadas e inutilizadas nas proximidades da Vila Alterosa do Juí.

A ação ocorreu durante a terceira fase da Operação JAGUARETÊ e contou com militares do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSOL/8º BIS) e agentes do órgão ambiental.

Durante a fiscalização das estruturas, também foram encontrados materiais relacionados à atividade ilegal, incluindo arma de fogo, munições e mercúrio. As seis dragas foram inutilizadas para impedir que voltassem imediatamente à atividade de extração mineral.

A operação demonstra a importância das ações integradas entre as Forças Armadas e os órgãos ambientais em regiões onde o acesso é difícil e a logística representa um dos principais obstáculos para a fiscalização.

Rios são utilizados como corredores de circulação

Na Amazônia, o controle das vias fluviais tem importância estratégica. Em muitas localidades, os rios são as principais ou únicas alternativas para o deslocamento de pessoas, mercadorias e embarcações.

Por isso, a fiscalização fluvial permite alcançar áreas que permanecem distantes dos grandes centros urbanos e que podem ser utilizadas para atividades clandestinas.

A própria Operação JAGUARETÊ registrou diferentes ações de fiscalização em rios amazônicos durante agosto, incluindo operações no Alto Solimões e na região do rio Japurá.

No Alto Solimões, por exemplo, militares do CFSOL/8º BIS realizaram abordagens e revistas em embarcações durante ações de fiscalização na região da Tríplice Fronteira.

Presença militar busca ampliar controle territorial

O balanço de agosto mostra a dimensão da estrutura necessária para fiscalizar uma região marcada por fronteiras extensas, rios de grande extensão, áreas de floresta e comunidades isoladas.

O emprego de mais de 2 mil militares em 140 ações representa uma atuação que vai além de operações pontuais. A estratégia envolve reconhecimento, patrulhamento, fiscalização e instalação de pontos de controle em diferentes áreas da Amazônia.

Ao mesmo tempo, a inutilização de dragas e a apreensão de ouro, mercúrio, armas e munições atingem diretamente estruturas utilizadas em atividades consideradas ilegais.

A atuação integrada com órgãos como o IBAMA também permite combinar a capacidade logística e operacional das Forças Armadas com a fiscalização ambiental.

Com operações realizadas em rios, fronteiras, portos, aeroportos e áreas de garimpo, o Exército busca ampliar a presença do Estado em regiões onde as grandes distâncias e as dificuldades de acesso tornam o controle territorial um desafio permanente.

Na Amazônia, onde os rios também são estradas e as fronteiras atravessam extensas áreas de floresta, a fiscalização depende justamente dessa presença distribuída e da atuação conjunta entre diferentes instituições.

Fonte: Defesa em Foco, com informações do Exército Brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo/ Com informações Exército Brasileiro.

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