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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Segurança

Governo Lula negou apoio aéreo ao Amazonas para combater incêndios em 2026; pedido também não foi atendido em 2024, afirma comandante

Coronel Orleilso Muniz revela que solicitação de quatro aeronaves recebeu resposta negativa. Diante da situação, Governo do Amazonas contratou uma aeronave para reforçar o combate às queimadas em Manaus e Iranduba.

Governo Lula negou apoio aéreo ao Amazonas para combater incêndios em 2026; pedido também não foi atendido em 2024, afirma comandante
Imagem de Capa: Arquivo (ASCOM / CBMAM)
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O Amazonas enfrenta novamente os desafios provocados pelas queimadas e pela fumaça que compromete a qualidade do ar, especialmente em Manaus. Em meio à preocupação da população, uma declaração do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, trouxe à tona um problema que, segundo ele, já havia ocorrido anteriormente: a falta de atendimento aos pedidos de apoio aéreo federal para combater incêndios florestais no estado.

Em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica, nesta sexta-feira (9), o comandante afirmou que o Governo Federal não atendeu à solicitação encaminhada em setembro para disponibilizar quatro aeronaves destinadas às operações contra incêndios florestais.

O coronel também revelou que uma solicitação semelhante já havia sido feita em 2024, durante outro período crítico de queimadas, mas igualmente não foi atendida.

Duas solicitações, dois anos diferentes e o mesmo problema

A declaração chama atenção porque evidencia uma dificuldade recorrente enfrentada pelas equipes que atuam no combate ao fogo na maior floresta tropical do planeta.

Segundo Muniz, a corporação recebeu resposta negativa ao pedido mais recente, informando que não seria possível disponibilizar o apoio solicitado.

“Nós já tivemos um retorno negativo, de que não seria possível apoiar. Reforço e apelo, mais uma vez, que o Estado do Amazonas precisa somar esforços com o governo federal para fazer um enfrentamento qualificado”, declarou o comandante.

O relato aponta para uma questão que merece esclarecimento: quais foram os motivos que impediram o atendimento das solicitações feitas em 2024 e 2026?

Até o momento, nas informações apresentadas à reportagem, não há detalhamento da justificativa federal para a negativa mais recente.

Imagem: Divulgação (Corpo de Bombeiros do Amazonas)
Imagem: Divulgação (Corpo de Bombeiros do Amazonas)

Governo do Amazonas contrata aeronave para reforçar operações

Diante da impossibilidade de contar com as quatro aeronaves solicitadas, o Governo do Amazonas contratou uma aeronave para ampliar a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros.

Segundo o comandante, o equipamento começou a operar na quinta-feira (8), com atuação na região do Distrito Industrial, em Manaus, e mobilização para ocorrências em Iranduba, na Região Metropolitana.

O reforço aéreo é considerado importante para alcançar locais onde o acesso terrestre é limitado, permitindo maior agilidade no deslocamento das equipes e no enfrentamento dos focos de incêndio.

Na Amazônia, combater o fogo exige enfrentar grandes distâncias

A realidade geográfica do Amazonas impõe dificuldades particulares às operações de combate a incêndios florestais.

Em diversas regiões, o deslocamento depende de rios, estradas precárias ou longas caminhadas pela floresta. Nessas condições, o apoio de aeronaves pode fazer diferença na chegada das equipes aos locais atingidos.

Muniz destacou que a corporação ampliou sua estrutura no interior, passando de 11 para mais de 25 municípios com quartéis, além de incorporar novas viaturas.

Entretanto, o comandante reconheceu que o reforço terrestre não substitui a necessidade de apoio aéreo nas áreas mais isoladas.

Imagem: Divulgação (WEB)
Imagem: Divulgação (WEB)

Fumaça preocupa população e amplia necessidade de resposta

Além dos prejuízos ambientais, as queimadas representam uma preocupação para a saúde pública.

A fumaça pode agravar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares ou cardiovasculares.

A situação exige ações coordenadas de prevenção, fiscalização e combate, envolvendo diferentes esferas do poder público.

Negativa federal levanta questionamentos sobre a cooperação

As declarações do comandante colocam em discussão a articulação entre os governos estadual e federal no enfrentamento dos incêndios florestais.

A Constituição brasileira estabelece competências compartilhadas na proteção ambiental, o que torna a cooperação entre os entes federativos especialmente importante em situações de emergência.

Entretanto, é necessário distinguir a negativa ao fornecimento das quatro aeronaves solicitadas da eventual existência de outras ações federais no Amazonas. A declaração do comandante não permite concluir que todo o apoio federal ao combate às queimadas tenha sido negado.

Permanecem questões importantes: por que os pedidos de apoio aéreo não foram atendidos? Havia aeronaves disponíveis? Foram oferecidas alternativas operacionais ao estado?

O fogo não espera por decisões administrativas

Enquanto os órgãos públicos discutem a disponibilidade de recursos, as equipes de combate continuam enfrentando as dificuldades impostas pelas distâncias e pelo acesso às áreas atingidas.

Para o Amazonas, onde comunidades inteiras dependem diretamente da floresta e dos rios, o enfrentamento das queimadas ultrapassa a questão ambiental e alcança a saúde, a economia e a segurança da população.

O Portal Fonte Boa em Tempo considera importante que os órgãos federais responsáveis esclareçam as razões pelas quais as solicitações de apoio aéreo relatadas pelo comandante não foram atendidas em 2024 e 2026, bem como informem quais recursos estão disponíveis para apoiar o estado.

A população amazonense precisa de respostas, planejamento e ações capazes de reduzir os impactos dos incêndios florestais.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / Jornal do Amazonas 1ª Edição, Rede Amazônica, entrevista com o comandante-geral do CBMAM, em 09/10/2026.

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