Em 2025, a Região Norte registrou a maior alta do país no valor da cesta de produtos de largo consumo acompanhada pelo indicador Abrasmercado, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O levantamento considera 35 itens essenciais consumidos pelas famílias brasileiras em supermercados.
No Norte, a cesta encerrou o período com valor médio de R$ 872,82, após uma variação positiva de 1,36%, a maior entre todas as regiões. Apesar disso, no recorte dos 12 produtos básicos, a região apresentou leve retração de 0,27%, mantendo ainda assim o maior valor absoluto do país, de R$ 415,18.

Na sequência do ranking de altas em 2025 aparecem o Nordeste, com aumento de 1,31% e preço médio de R$ 715,34, seguido pelo Sudeste, que teve variação de 1,20%, atingindo R$ 820,85. O Sul registrou alta mais moderada, de 0,44%, com cesta avaliada em R$ 869,94. Já o Centro-Oeste foi a única região a apresentar queda no período, de 0,47%, fechando o ano com preço médio de R$ 753,68.
Na média nacional, o Abrasmercado acumulou alta de 0,73% em 2025, com o valor da cesta chegando a R$ 800,35. O resultado reflete um cenário de acomodação dos preços dos alimentos, impulsionado principalmente por ajustes graduais nas carnes e proteínas e por quedas significativas nos produtos básicos, que têm grande peso no orçamento das famílias.
Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, fatores como condições climáticas mais favoráveis, safras recordes de grãos e um câmbio mais estável contribuíram para o equilíbrio dos preços ao longo do ano, reduzindo os custos da alimentação no domicílio.
Carnes e produtos básicos
Entre as carnes e proteínas, as variações de preços foram moderadas. O pernil apresentou queda de 1,84%, enquanto os cortes bovinos tiveram elevação de 1,30% no traseiro e 1,55% no dianteiro. O frango congelado subiu 1,60%, e os ovos registraram a maior alta do grupo, de 3,98%.
Nos produtos básicos, o comportamento foi amplamente positivo para o consumidor. O arroz liderou as quedas, com retração expressiva de 26,55%, seguido pelo leite longa vida (-12,87%) e pelo feijão (-4,21%). Também registraram redução o açúcar refinado, a farinha de mandioca, a farinha de trigo e a massa de espaguete.
Em contrapartida, o café torrado e moído teve forte alta de 35,64%, enquanto o óleo de soja subiu 3,23%. Entre os alimentos in natura, a batata apresentou queda de 13,65%, enquanto tomate e cebola registraram aumentos moderados.
Higiene, limpeza e cesta reduzida
Nas categorias de higiene pessoal e limpeza doméstica, prevaleceram aumentos de preços ao longo do ano. Produtos como xampu, creme dental, sabonete, papel higiênico, desinfetante, detergente e água sanitária apresentaram reajustes acima da média.
Considerando apenas a cesta reduzida de 12 produtos básicos, o preço médio nacional caiu 1,40% em 2025, encerrando o ano em R$ 340,39. O Nordeste apresentou o menor valor médio (R$ 299,15), enquanto o Centro-Oeste registrou a maior queda percentual do período (-3,24%).
Capitais
Entre as capitais, os menores preços médios da cesta básica foram observados no Nordeste, com destaque para São Luís, Fortaleza, Salvador, Aracaju e Recife. No Sudeste, os valores foram mais elevados, liderados por Rio de Janeiro e Grande Vitória. Já o Norte concentrou os maiores preços do país, com Belém e Rio Branco, reflexo principalmente dos custos logísticos, da distância dos centros produtores e da dependência de abastecimento externo.
