A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) recebeu, neste fim de semana, a visita da Coordenação-Geral de Fronteiras (CGFRON), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em uma agenda estratégica pela região da tríplice fronteira e pela Base Fluvial Arpão 2, considerada uma das principais estruturas de combate ao narcotráfico na Amazônia.
A comitiva federal percorreu os municípios de Tabatinga, Benjamin Constant e Coari, onde conheceu de perto os desafios enfrentados pelas forças de segurança que atuam na extensa faixa de fronteira do Amazonas, considerada uma das principais rotas de entrada de drogas no Brasil.

Durante a visita, o coordenador-geral da CGFRON, coronel Jacks Galvão, destacou a qualidade do trabalho realizado pelas forças estaduais e classificou como exemplar a atuação dos policiais amazonenses no combate ao crime organizado.
“O trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, Polícia Civil e demais forças de segurança do Amazonas é brilhante, eficiente e demonstra resultados concretos. Com mais investimentos e estrutura, esses resultados podem ser ampliados ainda mais”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, ressaltou que a visita foi importante para mostrar ao Governo Federal a realidade enfrentada diariamente pelos agentes que atuam nas regiões mais isoladas do estado.
Segundo ele, a determinação do governador Roberto Cidade foi apresentar de forma transparente os desafios operacionais enfrentados pelas forças de segurança, especialmente nas áreas de fronteira, onde o combate ao narcotráfico exige grandes investimentos em logística, tecnologia e efetivo policial.
“Era necessário que o Governo Federal conhecesse de perto nossa realidade. Aqui enfrentamos diariamente organizações criminosas que utilizam os rios amazônicos como corredores para o tráfico de drogas. Temos reforçado o policiamento, ampliado as operações e investido em equipamentos, como a lancha blindada utilizada em Tabatinga”, destacou.
A visita também serviu para demonstrar os resultados obtidos por meio dos investimentos realizados através do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Governo Federal, que tem contribuído para o custeio de diárias operacionais e reforço de efetivo em áreas estratégicas.

TRÍPLICE FRONTEIRA EXIGE MAIS ATENÇÃO
Ao percorrer a região, o coordenador da CGFRON reconheceu a complexidade geográfica da fronteira amazônica e afirmou que as demandas apresentadas pela SSP-AM serão levadas ao secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
Segundo Galvão, a extensão territorial, a dificuldade de acesso e a intensa movimentação criminosa justificam a necessidade de ampliação dos investimentos federais.
“Aqui vimos uma realidade que exige atenção especial do Governo Federal. Vamos levar essas demandas para Brasília para que possamos ampliar o apoio, destinar recursos e fortalecer ainda mais as ações de combate ao crime organizado”, declarou.
BASE ARPÃO 2 É DESTAQUE NO COMBATE AO TRÁFICO
A agenda incluiu ainda visita à Base Fluvial Arpão 2, localizada nas proximidades de Coari, considerada uma das mais importantes ferramentas de fiscalização dos rios amazônicos.
A estrutura reúne equipes integradas da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento Técnico-Científico e outros órgãos de segurança, funcionando como uma verdadeira barreira contra o transporte de drogas, armas e outros ilícitos pelos rios do estado.
Durante a apresentação da unidade, o secretário Anézio Paiva mostrou os resultados alcançados pela base, que tem registrado apreensões frequentes de entorpecentes e prejuízos milionários ao crime organizado.
Para o coordenador da CGFRON, a Base Arpão representa um exemplo de integração entre forças estaduais e federais.
“Estamos vendo na prática que a integração funciona. A Base Arpão é um modelo que produz resultados concretos e demonstra que a união entre os governos estadual e federal é o caminho mais eficiente para enfrentar as organizações criminosas”, afirmou.
A expectativa é que a visita resulte em novos investimentos para fortalecer as operações de segurança na região amazônica, considerada estratégica para a defesa das fronteiras brasileiras e para o enfrentamento ao tráfico internacional de drogas.
