Durante a Operação “Ágata Amazônia 2026”, coordenada pelo Comando Conjunto Harpia, a Força de Operações Ribeirinhas Componente (FORC), da Marinha do Brasil, realizou uma grande ofensiva contra o garimpo ilegal nos municípios de Japurá e Jutaí, no interior do Amazonas. A operação também executou inspeções navais em Tefé, reforçando o controle das áreas fluviais da região.
A ação resultou na neutralização de 50 dragas utilizadas em atividades criminosas de mineração ilegal, causando um prejuízo estimado em R$ 151 milhões às organizações envolvidas no esquema.

Durante a ofensiva, as equipes também apreenderam seis armas de fogo, 52 munições, uma embarcação avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões, além de 1,27 quilo de mercúrio — substância altamente tóxica utilizada no garimpo clandestino. Ainda foram confiscados cerca de 170 mil litros de diesel, 5 mil litros de gasolina e oito balanças de precisão.
A operação contou com atuação integrada da Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Polícia Federal e Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), que trabalharam em conjunto desde o planejamento até a execução das ações.
O trabalho recebeu ainda apoio de um Pelotão de Selva do 17º Batalhão de Infantaria de Selva, da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, fortalecendo a presença das Forças Armadas em áreas estratégicas da Amazônia.
Segundo o Comandante da FORC, Contra-Almirante (Fuzileiro Naval) Adauto Bunheirão, a destruição das dragas representa uma resposta firme do Estado brasileiro contra os crimes ambientais na região amazônica.
“A neutralização dessas dragas representa muito mais do que um resultado operacional. É a demonstração concreta de que o Estado brasileiro está presente nos confins da Amazônia, protegendo nossos rios, nossa floresta e, sobretudo, as comunidades ribeirinhas e os povos originários que dependem desses recursos para viver”, afirmou.
Ainda conforme o comando da operação, toda a ação foi executada de forma estratégica e precisa, sem necessidade de confronto armado, não havendo registro de feridos.

O garimpo ilegal é considerado uma das maiores ameaças ambientais da Amazônia. Além da destruição dos rios e igarapés, a atividade criminosa contamina as águas com mercúrio, afeta diretamente a pesca artesanal e coloca em risco a saúde das populações ribeirinhas e indígenas que dependem dos recursos naturais para sobreviver.
As dragas ilegais também provocam assoreamento dos rios, devastação ambiental e aumento da violência em áreas isoladas da floresta, fortalecendo organizações criminosas ligadas ao tráfico e outros crimes transfronteiriços.
A Operação Ágata Amazônia 2026 é coordenada pelo Ministério da Defesa e reúne militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, com apoio de órgãos de fiscalização e segurança pública, com o objetivo de reforçar a soberania nacional, combater crimes ambientais e ampliar a presença do Estado nas regiões de fronteira da Amazônia.
