O "barco" foi projetado para aprimorar o transporte de cargas e passageiros na Amazônia, tendo a capacidade de transportar até dez passageiros ou o equivalente a uma tonelada em carga. O veículo pode atingir a velocidade de 150 km/h, tendo a decolagem e o pouso realizadas em rios.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, prevê que, no próximo ano, as comunidades do Amazonas estarão vendo em ação o barco voador, um dos projetos de inovação financiado pela sua pasta.
“Está sendo feito um estudo de viabilidade e já tem um protótipo. Nós acreditamos que, no próximo ano, ele esteja em ação nas comunidades do Amazonas”, disse a ministra durante a 6ª reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília.

Luciana destaca que o principal objetivo do projeto é “revolucionar o transporte de cargas e pessoas na Amazônia, aliando sustentabilidade e inovação”.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao ministério, apoia o projeto com aproximadamente R$ 10 milhões. Foi assinado um contrato de financiamento nesse valor em subvenção econômica com a startup amazonense Aeroriver.
“São alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)) que moravam nas comunidades ribeirinhas da Amazônia. Eles conhecem, portanto, os desafios das secas e as necessidades”, explica a ministra.
Tecnologia
Segundo a Finep, o barco possui 18 metros de comprimento e poderá percorrer uma distância de até 450 quilômetros sem reabastecer e uma velocidade de 150 km/h. Além disso, o veículo emite menos CO2 do que embarcações e aeronaves.
A embarcação, que vai operar numa altura de cinco a 10 metros da água, tem capacidade para 10 passageiros ou uma tonelada de carga.
A Finep afirma que, diante dos desafios logísticos e ambientais da Amazônia, em que a construção de estradas enfrenta altos custos e grandes impactos ecológicos, a tecnologia promete uma revolução na floresta.
“Terá impacto social com o transporte mais eficiente e rápido de pessoas e cargas essenciais para a população ribeirinha, como alimentos e medicamentos”, diz.

Redução do impacto ambiental
O veículo, que está sendo desenvolvido há quatro anos, promete reduzir emissões de carbono e revolucionar o transporte fluvial na região. O Volitan utiliza o "efeito solo", um princípio aerodinâmico que permite voar a poucos metros da água, reduzindo o consumo de combustível e o impacto ambiental.
"A previsão é que os testes em água comecem já no primeiro trimestre de 2026, aqui mesmo na Amazônia. Nessa fase, vamos realizar ensaios de flutuabilidade, navegação e voo, também testando o nosso sistema de assistência à pilotagem, que é uma forma, uma tecnologia desenvolvida pela AeroRiver para tornar a operação mais simples e ainda mais segura", disse o cofundador e diretor de negócios da startup, Tulio Duarte, ao portal Agência Brasil.
A proposta principal do meio de transporte é atender rotas de turismo sustentável, transporte de insumos, passageiros, patrulha e segurança dos rios e serviços de saúde em comunidades mais isoladas.
