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FIM DO DEFESO: pesca do tambaqui é liberada no Amazonas e movimenta economia às vésperas da Semana Santa

Após seis meses de proibição, captura volta a ser permitida com regras rígidas; medida garante preservação da espécie e fortalece renda de comunidades ribeirinhas.

FIM DO DEFESO: pesca do tambaqui é liberada no Amazonas e movimenta economia às vésperas da Semana Santa
Imagem: Divulgação (Web).
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Terminou nesta terça-feira (31/03) o período de defeso do tambaqui no Amazonas, e a pesca da espécie está oficialmente liberada a partir desta quarta-feira (01/04) em rios e lagos do estado.

A medida encerra seis meses de restrição, iniciada em 1º de outubro, período em que a captura do tambaqui em ambiente natural permaneceu proibida para garantir a reprodução da espécie e a manutenção dos estoques pesqueiros.

A liberação acontece em um momento estratégico, às vésperas da Semana Santa, quando a procura por pescado aumenta significativamente em todo o estado.

PROTEÇÃO QUE GARANTE O FUTURO

Segundo o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço, o defeso é fundamental para assegurar que o tambaqui complete seu ciclo reprodutivo.

“O defeso permite que o tambaqui chegue ao período de liberação com maior disponibilidade nos rios, refletindo diretamente no abastecimento e na atividade pesqueira”, destacou.

O gerente de Controle de Pesca do órgão, Gelson Batista, reforçou que a pesca está liberada, desde que respeitadas as regras, como o tamanho mínimo de captura, que deve ser de 55 centímetros.

REGRAS E PENALIDADES

Mesmo com a liberação, pescadores precisam seguir as normas ambientais. O descumprimento pode resultar em penalidades severas, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008:

  • Multas de R$ 700 a R$ 100 mil
  • Acréscimo de R$ 20 por quilo de pescado apreendido
  • Apreensão de embarcações e equipamentos
  • Possível responsabilização administrativa e criminal

Denúncias de pesca ilegal podem ser feitas ao Ipaam, por meio da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa), pelo WhatsApp: (92) 98557-9454.

IMPACTO DIRETO NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS

Mais do que uma regra ambiental, o defeso tem impacto direto na vida de milhares de famílias do interior do Amazonas.

Durante o período de proibição, comunidades ribeirinhas respeitam o tempo da natureza, permitindo que o peixe se reproduza e cresça. Em muitos casos, essas comunidades passam meses ou até anos manejando lagos, organizando o controle e a proteção dos estoques.

Quando chega o momento da despesca, o resultado é um pescado maior, mais valorizado e em maior quantidade — o que gera lucro, segurança alimentar e qualidade de vida para essas populações.

O tambaqui, além de símbolo da culinária amazônica, representa também fonte de renda e dignidade para quem vive da pesca.

EQUILÍBRIO ENTRE ECONOMIA E PRESERVAÇÃO

A liberação da pesca marca um novo ciclo, onde produção e preservação caminham juntas. O respeito ao defeso garante não apenas a sobrevivência da espécie, mas também o sustento das futuras gerações.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo.

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