Uma megaoperação das forças de segurança resultou na apreensão de 2.522,7 quilos de cocaína no Rio Solimões, nas proximidades do município de Codajás, no interior do Amazonas. A ação, considerada uma das maiores do ano no combate ao narcotráfico na região, culminou ainda na apreensão de armas de guerra, munições e motores de embarcações utilizados pelos criminosos.
A operação foi realizada após investigação do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO), que identificou o transporte de drogas oriundas da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru com destino ao Amazonas.

Durante patrulhamento fluvial, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), com apoio da Polícia Civil, da Base Arpão e de militares do Comando Militar da Amazônia (CMA), localizaram duas embarcações de madeira, com aproximadamente oito metros de comprimento, equipadas com motores de popa.
Ao perceberem a aproximação das equipes, os ocupantes dos botes abriram fogo contra os policiais, dando início a uma intensa troca de tiros. Os agentes revidaram e, diante da superioridade das forças de segurança, os criminosos abandonaram as embarcações, saltaram no rio e fugiram pela mata ciliar. Até o momento, ninguém foi preso.
Durante as buscas nas embarcações, os policiais encontraram 77 sacos contendo tabletes de cocaína, totalizando 2.522,7 quilos da droga.
Além do entorpecente, foram apreendidos:
- um fuzil calibre 5,56 mm com carregador e 135 munições;
- uma pistola calibre 9 mm com 81 munições;
- munições de calibres .40 e 7,62 mm;
- dois motores de popa Suzuki 30 HP utilizados nas embarcações.
Segundo as forças de segurança, todo o material apreendido foi avaliado em aproximadamente R$ 189,2 milhões. A droga, as armas e as munições foram encaminhadas para Manaus, onde passaram pelos procedimentos legais e periciais.
A apreensão representa mais um duro golpe contra as organizações criminosas que utilizam o Rio Solimões como principal rota para o transporte de drogas provenientes da tríplice fronteira. A região é considerada estratégica para o narcotráfico internacional devido à extensa malha hidroviária e à dificuldade de fiscalização em áreas remotas da Amazônia.
As investigações continuam para identificar e localizar os integrantes da organização criminosa responsável pelo carregamento apreendido.
