O jaraqui, um dos peixes mais tradicionais da culinária amazonense, foi reconhecido pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas. A aprovação ocorreu na quarta-feira, 18 de março de 2026, durante sessão ordinária, e o projeto agora segue para sanção do Governo do Estado.
A propositura destacou a relevância histórica, social, cultural e gastronômica do jaraqui para o povo amazonense. Mais do que um alimento presente diariamente na mesa da população, o peixe é considerado um verdadeiro símbolo da identidade regional.


Muito consumido em feiras, mercados, restaurantes e lares da região, o jaraqui ocupa lugar especial no imaginário popular do Amazonas. Sua presença vai além da alimentação: o peixe também aparece em músicas, expressões populares, manifestações artísticas e na memória afetiva do povo amazonense.
Com o reconhecimento em nível estadual, o projeto prevê o fortalecimento de políticas públicas voltadas à preservação e valorização do jaraqui. Entre as medidas mencionadas estão ações educativas, incentivo à pesquisa e apoio a eventos culturais e gastronômicos relacionados ao pescado.
O texto também ressalta a importância da pesca sustentável e da preservação ambiental, reforçando que a continuidade dessa tradição depende do equilíbrio entre valorização cultural e proteção dos recursos naturais. Além disso, o jaraqui desempenha papel importante na economia local, especialmente na pesca artesanal, servindo de sustento para inúmeras famílias em várias regiões da Amazônia.
Antes da aprovação na Aleam, o jaraqui já havia sido reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Manaus por meio da Lei nº 2.540, de 21 de novembro de 2019. Agora, com a nova aprovação, o reconhecimento passa a abranger todo o território amazonense, consolidando ainda mais o jaraqui como um dos maiores símbolos culturais do estado.
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