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Um homem de 33 anos foi preso na segunda-feira (19), no município de Manacapuru, interior do Amazonas, suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria filha, uma adolescente de 13 anos, que está grávida.
A prisão ocorreu no bairro São João do Miriti, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os abusos teriam começado quando a adolescente ainda era criança e aconteciam dentro da residência da família.
Abusos eram acompanhados de ameaças
De acordo com a delegada Joyce Coelho, da Delegacia Especializada de Polícia de Manacapuru, os episódios de violência sexual aconteciam principalmente quando a mãe da adolescente precisava sair de casa.
Ainda conforme as investigações, o suspeito ameaçava a vítima e outros integrantes da família para impedir que os fatos fossem revelados.
A situação veio à tona depois que a mãe percebeu alterações no comportamento e no corpo da adolescente. Após tomar conhecimento do relato da filha, a responsável procurou a polícia.
Diante da gravidade das denúncias, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado, posteriormente autorizada pela Justiça.
Suspeito está à disposição da Justiça
Após o cumprimento do mandado, o homem foi encaminhado à unidade policial de Manacapuru e colocado à disposição do Poder Judiciário.
A adolescente foi encaminhada para acompanhamento médico e psicológico, conforme informações publicadas sobre o caso.
O investigado deverá responder por estupro de vulnerável. As investigações prosseguem, e a responsabilidade criminal dependerá da apuração e das decisões judiciais.
Violência sexual contra crianças é crime grave
No Brasil, a legislação considera estupro de vulnerável a prática de ato sexual com pessoa menor de 14 anos, independentemente de eventual alegação de consentimento.
Casos suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque Direitos Humanos (100), pelo Conselho Tutelar ou diretamente à Polícia Civil.
A identidade da vítima deve ser preservada, conforme as normas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.