Uma grande apreensão de munições reforça o alerta sobre a atuação do crime organizado na calha do rio Solimões. A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), em ação realizada pela Base Tiradentes, apreendeu mais de 2,7 mil munições de calibre 16 durante abordagem a uma embarcação que fazia rota entre os municípios de Fonte Boa, Jutaí e Tabatinga.
A ocorrência foi registrada na quinta-feira passada (26/03), no porto do município de Jutaí, distante cerca de 750 quilômetros de Manaus.

Abordagem estratégica no Solimões
Por volta das 18h, policiais militares que atuam na operação Protetor das Fronteiras/Fronteira Mais Segura, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), realizaram a abordagem da embarcação Comandante Carlos, que faz transporte e comércio entre cidades da região do Alto Solimões.
Durante a revista, os policiais encontraram, dentro do camarote da responsável pela embarcação, diversas caixas contendo cartuchos intactos de munição calibre 16.
Após a contagem, foram totalizadas 2.775 munições, que segundo as autoridades, representam um prejuízo estimado em R$ 44 mil ao crime organizado.
Prisão em flagrante
A mulher apontada como responsável pelo material foi questionada sobre a documentação de origem das munições, mas não apresentou qualquer comprovação legal.
Diante da irregularidade, ela recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzida à delegacia.

Material apreendido e encaminhamento
Todo o material apreendido, juntamente com a suspeita, foi levado para a 56ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Jutaí, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.
Rota do crime no Solimões
A apreensão chama atenção para o uso de embarcações comerciais como meio de transporte de materiais ilícitos na região do Solimões, especialmente no trecho entre Fonte Boa e Jutaí, considerado estratégico por forças de segurança no combate ao tráfico e outros crimes na tríplice fronteira.
As ações da Base Tiradentes fazem parte de um conjunto de operações permanentes que visam reforçar a segurança na região e coibir a atuação de organizações criminosas que utilizam os rios amazônicos como rota.
