Uma embarcação de pesca de médio porte foi alvo de um ataque criminoso na manhã do último sábado (25), nas proximidades do município de Tonantins, a cerca de 865 quilômetros de Manaus. A ação, marcada por extrema violência, deixou seis pessoas reféns e reforçou o clima de medo que domina os rios do Amazonas.
De acordo com informações, um grupo de piratas fortemente armados invadiu o barco efetuando disparos, rendeu toda a tripulação e assumiu o controle da embarcação. Sem qualquer chance de reação, os trabalhadores foram mantidos sob ameaça enquanto os criminosos fugiam com o barco.

A embarcação, identificada pelas cores azul e vermelho, transportava uma grande carga de pescado no momento do ataque, o que levanta a suspeita de que a ação tenha sido planejada.
BARCO LOCALIZADO E REFÉNS LIBERTADOS
Horas após o crime, o barco foi localizado em um lago próximo à comunidade de Bom Jardim, também em Tonantins.
Os seis tripulantes que haviam sido feitos reféns foram liberados pelos criminosos e já prestaram depoimento às autoridades policiais. Apesar do susto e do momento de terror vivido, todos passam bem.
No porão da embarcação estavam cerca de 15 toneladas de pescado, que não foram levadas pelos criminosos, fato que ainda levanta dúvidas sobre o verdadeiro objetivo da ação.
RIOS DO AMAZONAS VIVEM CLIMA DE ABANDONO
O caso reacende uma preocupação antiga da população ribeirinha: a crescente onda de ataques piratas nos rios da região. Para quem depende das vias fluviais para trabalhar, estudar ou simplesmente sobreviver, o medo virou rotina.
Moradores denunciam a falta de patrulhamento constante por parte da Marinha do Brasil, responsável pela segurança e fiscalização das águas. Segundo relatos, a ausência de presença efetiva tem facilitado a ação de criminosos, que atuam cada vez mais ousados e violentos.
“Estamos à mercê da própria sorte”, relatou um ribeirinho da região, indignado com a situação.
Enquanto isso, a população segue refém da insegurança, esperando por medidas concretas que garantam proteção nos rios que são, para muitos, a única estrada possível no coração da Amazônia.
