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Impacto: Milhares de licenças de pesca são canceladas e acendem alerta aos pescadores do Amazonas e principalmente do Solimões

O cancelamento definitivo de mais de 76 mil registros pelo Ministério da Pesca atinge diretamente a economia das comunidades ribeirinhas que dependem do Seguro-Defeso.

Impacto: Milhares de licenças de pesca são canceladas e acendem alerta aos pescadores do Amazonas e principalmente do Solimões
Imagem: (EBC).
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O cenário para milhares de pescadores artesanais do Amazonas e da região do Alto e Médio Solimões ficou mais incerto esta semana. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) oficializou o cancelamento definitivo de 76.665 licenças de pescadores profissionais em todo o país. A medida, publicada no Diário Oficial da União, é o desdobramento final para quem já estava com o registro suspenso desde o final de 2025 e não regularizou as pendências.
Para a região amazônica, onde o peixe é a base da alimentação e da renda, o impacto é imediato: sem a licença ativa, o pescador perde o direito de comercializar sua produção legalmente e, o que é mais grave, perde o acesso ao Seguro-Defeso, auxílio crucial durante os períodos de reprodução das espécies nos rios da bacia amazônica.
 
O fim da linha para as irregularidades
 
A decisão baseia-se na Portaria MPA 127/2023. Segundo o ministério, os registros foram anulados porque os profissionais não resolveram as pendências dentro do prazo legal. Entre os principais motivos que levam a esse "nocaute" administrativo no Amazonas estão:
  • Falta de manutenção anual do cadastro no sistema SisRGP.
  • Não entrega do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP).
  • Falecimento do titular (mais de 7,9 mil casos extintos nacionalmente).
  • Indícios de fraude, investigados em parceria com a Polícia Federal.
Cerco fechado contra fraudes no Solimões
 
A região do Solimões tem sido alvo de fiscalizações intensas. O MPA, junto à Polícia Federal, tem combatido o uso de "registros fantasmas" — pessoas que não vivem da pesca, mas recebem o benefício indevidamente. "Essa decisão é fundamental para proteger a política pública. Queremos que o registro reflita quem realmente vive do rio", afirmou Carolina Dória, secretária nacional de Registro e Pesquisa.
Diferente de etapas anteriores, não cabe recurso para esses novos cancelamentos, pois o prazo para defesa durante a suspensão já expirou.
 
 
Como consultar?
 
Os pescadores de municípios como Tabatinga, Tefé, Coari e Manacapuru devem verificar sua situação para não serem surpreendidos na beira do rio. A lista detalhada por estado (Unidade da Federação) está disponível no site oficial do Ministério da Pesca e Aquicultura, na aba "Pescador e Pescadora Profissional".
Para quem teve a licença cassada por erro ou falta de recadastramento, o caminho será iniciar um novo processo administrativo do zero, cumprindo todas as exigências do novo marco regulatório da pesca.
 
Como reativar?
 
Para reativar a situação, o pescador que teve a licença cancelada não consegue apenas "apertar um botão" ou entrar com recurso, pois o prazo para isso já expirou.
O caminho agora é iniciar um novo pedido de registro do zero. Confira os passos baseados nas regras do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA):
  1. Acesso ao Sistema: O pescador deve acessar o sistema Pescador Profissional através do portal Gov.br. É necessário ter conta nível prata ou ouro.
  2. Novo Requerimento: Como a licença anterior foi extinta, é preciso solicitar um Registro Inicial.
  3. Documentação Necessária: Prepare os documentos digitalizados (foto ou PDF):
    • Documento de identidade com foto (RG ou CNH).
    • CPF.
    • Comprovante de residência atualizado (preferencialmente em nome do pescador).
    • Foto tipo 3x4 recente.
  4. Comprovação da Atividade: Para quem vive no Amazonas/Solimões, é fundamental ter o registro em uma Colônia de Pescadores ou sindicato local, que pode emitir uma declaração de que você exerce a atividade de forma profissional e artesanal.
  5. Acompanhamento: Após o envio, o sistema gerará um protocolo. O MPA analisará os dados para deferir ou não a nova Licença.
Dica para a região: Devido à dificuldade de internet em algumas calhas de rios no Solimões, a recomendação é procurar a Colônia de Pescadores do seu município. Elas possuem técnicos autorizados para realizar esse recadastramento digital e garantir que o REAP (Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira) seja enviado corretamente daqui para frente.
 
 

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / gov.com.

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