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Uma operação policial realizada na terça-feira (20) resultou na apreensão de aproximadamente 1,3 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada entre R$ 27,6 milhões e R$ 28 milhões, em um sítio localizado na comunidade do Aracari, zona rural de Novo Airão, às margens do Rio Negro, no interior do Amazonas.
A droga estava escondida em quatro pontos diferentes de uma área de mata. Durante a chegada das equipes policiais, dois homens suspeitos de envolvimento com o armazenamento dos entorpecentes conseguiram fugir.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com participação da 77ª Delegacia Interativa de Polícia de Novo Airão, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da área de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.
Investigação durou cerca de 22 dias
Segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, as investigações começaram após informações sobre a atuação de estrangeiros no tráfico de drogas pela calha do Rio Negro.
Os levantamentos indicaram que um sítio na comunidade do Aracari estaria sendo utilizado como depósito de entorpecentes provenientes da Colômbia.
Com apoio de informações de inteligência, os investigadores conseguiram identificar a localização da propriedade e organizar a operação.
Suspeitos fugiram ao perceber a chegada da polícia
Quando as equipes chegaram ao imóvel, dois homens conseguiram escapar em direção à mata.
Os policiais realizaram buscas na região, mas não localizaram os suspeitos.
Durante a inspeção da propriedade, encontraram os entorpecentes distribuídos em quatro esconderijos, dificultando sua identificação.
A retirada da droga exigiu aproximadamente 18 horas de trabalho, incluindo o transporte do material até Novo Airão e, posteriormente, para Manaus.
Droga seria distribuída para outros estados
As investigações apontam que a região estaria sendo utilizada como ponto de armazenamento de drogas transportadas por via fluvial.
Segundo informações apresentadas pela Polícia Civil, parte dos entorpecentes que chegam a Manaus permanece no mercado local, enquanto outra parcela segue para diferentes estados brasileiros.
Entre os possíveis destinos mencionados pelos investigadores estão Ceará e Paraíba, na Região Nordeste.
A polícia trabalha para identificar os responsáveis pela carga e esclarecer a estrutura criminosa envolvida no transporte e na distribuição dos entorpecentes.
Apreensão representa prejuízo milionário ao tráfico
Durante a apresentação dos resultados da operação, o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, destacou que apreensões desse porte atingem diretamente a capacidade financeira das organizações criminosas.
Segundo a avaliação apresentada pelas autoridades, os recursos provenientes do tráfico podem financiar outras atividades criminosas, incluindo aquisição de armamentos e disputas territoriais.
A retirada da carga de circulação representa um prejuízo estimado em quase R$ 28 milhões para o narcotráfico.
Rios amazônicos continuam sendo desafio para a segurança pública
O caso evidencia os desafios enfrentados pelas forças de segurança na fiscalização das extensas rotas fluviais do Amazonas.
A rede de rios que conecta áreas de fronteira, comunidades isoladas e grandes centros urbanos é fundamental para o transporte de passageiros e mercadorias, mas também pode ser explorada por organizações criminosas.
Embora esta apreensão tenha ocorrido na região do Rio Negro, operações anteriores também identificaram movimentação de entorpecentes nas rotas do Rio Solimões, incluindo embarcações que fazem o percurso entre Tabatinga, Coari e Manaus.
As autoridades mantêm investigações para identificar os envolvidos no caso de Novo Airão.
Até a divulgação das informações policiais, não havia confirmação de prisões relacionadas à apreensão.