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Prazo para entrevistas do Seguro-Defeso termina em 30 de junho e pescadores do Amazonas precisam ficar atentos

Milhares de pescadores podem perder o benefício caso não compareçam à etapa presencial obrigatória de confirmação de dados exigida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Prazo para entrevistas do Seguro-Defeso termina em 30 de junho e pescadores do Amazonas precisam ficar atentos
Imagem: Reprodução (ADSAM)
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Os pescadores artesanais do Amazonas, especialmente dos municípios da calha do Rio Solimões, devem ficar atentos ao prazo final para participação nas entrevistas presenciais do Seguro-Defeso 2026. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que a coleta complementar de informações encerra no próximo dia 30 de junho e é uma etapa obrigatória para a análise do benefício.

A medida faz parte do processo de verificação dos dados apresentados pelos trabalhadores da pesca no momento da solicitação do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, conhecido popularmente como Seguro-Defeso. A ausência do pescador convocado poderá resultar na suspensão da análise e, consequentemente, na não habilitação ao benefício.

A preocupação é ainda maior no Amazonas, onde milhares de pescadores tiveram seus processos retidos ou ficaram sem receber o benefício nos últimos meses devido à necessidade de complementação de informações e confirmação dos dados cadastrados junto ao governo federal.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os pescadores que receberam no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital a mensagem "Aguardando fase presencial obrigatória e/ou confirmação do pescador na CTPS/Portal" precisam comparecer ao local indicado para regularizar sua situação.

A coleta complementar tem como objetivo confirmar a elegibilidade do requerente e verificar a autenticidade das informações prestadas durante o pedido do benefício. Durante o atendimento presencial, agentes capacitados realizam entrevistas, aplicam questionários e prestam orientações sobre o Seguro-Defeso.

No Amazonas, a operação ocorreu em 33 municípios e contabilizou mais de 98 mil atendimentos, com a atuação de 96 agentes. Apesar dos números expressivos, muitos pescadores ainda não compareceram aos pontos de atendimento e correm o risco de ficar sem receber o benefício.

Para os municípios da região do Solimões, como Fonte Boa, Tefé, Uarini, Alvarães, Maraã, Coari, Codajás, Jutaí, Tonantins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Amaturá, Benjamin Constant, Tabatinga e demais cidades atendidas, a recomendação é que os pescadores verifiquem imediatamente sua situação junto aos canais oficiais do governo.

O Seguro-Defeso é uma das principais fontes de renda para milhares de famílias ribeirinhas durante o período de proibição da pesca, garantindo sustento aos trabalhadores enquanto as espécies realizam seu ciclo de reprodução. A perda do benefício pode representar um impacto significativo na economia de comunidades inteiras que dependem da atividade pesqueira para sobreviver.

O Ministério do Trabalho reforça que não haverá prorrogação do prazo até o momento. Por isso, os pescadores convocados devem procurar os postos de atendimento o quanto antes para evitar prejuízos e garantir a continuidade da análise de seus requerimentos.

Quem foi convocado para a fase presencial e não comparecer até 30 de junho poderá ficar de fora do Seguro-Defeso 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / gov.br

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