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Servidores públicos, policial militar e ex-assessores estão entre os alvos da Operação Erga Omnes no Amazonas

Organização criminosa foi descoberta através de investigação e atuava em esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Servidores públicos, policial militar e ex-assessores estão entre os alvos da Operação Erga Omnes no Amazonas
Imagem: Reprodução (Web)
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A Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Erga Omnes para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual, investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional no Amazonas.

A ofensiva foi conduzida pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão clara de tarefas entre núcleos operacional, financeiro e logístico.

Entre os investigados no estado estão servidores públicos, um policial militar, ex-assessores parlamentares e outros suspeitos de envolvimento no esquema. Um dos alvos foi preso no município de Itacoatiara. Até o momento, a Polícia Civil não detalhou as condutas individuais atribuídas a cada investigado.

Apreensão deu início ao inquérito

As investigações começaram após uma grande apreensão realizada em ação policial anterior, quando foram encontrados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações utilizadas no transporte da droga, um veículo empregado na logística terrestre e diversos aparelhos celulares. Um suspeito foi preso em flagrante.

O volume do material apreendido levantou a suspeita de uma estrutura criminosa mais ampla, levando à abertura de inquérito para identificar líderes, financiadores, operadores logísticos e possíveis colaboradores internos.

Estrutura e alcance interestadual

De acordo com a Polícia Civil, o núcleo operacional cuidava do transporte e da distribuição dos entorpecentes, principalmente por rotas fluviais e terrestres. Já o núcleo financeiro era responsável por movimentar e ocultar os valores obtidos com o tráfico, utilizando empresas de fachada e veículos alugados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento.

As apurações indicam ainda que empresas formalmente registradas, mas sem atividade compatível com o volume financeiro movimentado, teriam sido usadas para mascarar a origem ilícita dos recursos, com transferências entre estados. Por conta disso, a operação contou com apoio de forças de segurança do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / AM POST.

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