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“Super El Niño”: Interior do Amazonas entra em alerta para possível seca histórica no segundo semestre

Mesmo enfrentando a cheia dos rios, municípios amazonenses já começam a se preparar para um novo período crítico de estiagem e calor extremo.

“Super El Niño”: Interior do Amazonas entra em alerta para possível seca histórica no segundo semestre
Rio Solimões em frente a Fonte Boa na grande seca de 2023. Imagem: (Arquivo do Portal).
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O Amazonas ainda enfrenta os impactos da cheia dos rios em diversas regiões do estado, mas uma nova preocupação já começa a tirar o sono de prefeitos, ribeirinhos e moradores do interior: a possibilidade de uma nova seca histórica atingir o estado nos próximos meses.

Com previsões apontando para a formação do fenômeno El Niño ainda este ano, autoridades e especialistas alertam que o Amazonas poderá voltar a enfrentar um cenário parecido  ou até pior que o vivido durante as estiagens severas de 2023 e 2024, quando rios secaram drasticamente, comunidades ficaram isoladas e o abastecimento de alimentos e água virou um verdadeiro desafio.

FOTO: (BRUNO KELLY /REUTERS 28.09.2023)

No interior, principalmente em municípios do Médio e Alto Solimões, o clima já é de preocupação. Muitas cidades dependem exclusivamente dos rios para transporte de passageiros, combustível, alimentos e atendimento de saúde. Quando o nível das águas baixa demais, embarcações grandes deixam de navegar e o custo do transporte dispara.

Além da dificuldade logística, outro temor é o aumento das queimadas. Durante os períodos de seca extrema, a vegetação fica mais vulnerável ao fogo, aumentando o número de incêndios florestais e agravando ainda mais os impactos ambientais e na saúde da população.

Especialistas em clima afirmam que o aquecimento global vem intensificando os fenômenos extremos em toda a Amazônia. O El Niño, quando combinado com temperaturas elevadas dos oceanos, pode reduzir significativamente o volume de chuvas na região Norte e provocar ondas de calor ainda mais fortes.

Diante desse cenário, prefeituras amazonenses já começaram a buscar apoio junto ao Governo Federal para tentar minimizar os prejuízos. A ideia é agir antes que os rios atinjam níveis críticos, evitando o colapso no abastecimento e dificuldades enfrentadas nos últimos anos.

A preocupação também chega ao setor agrícola. Pequenos produtores rurais temem perdas nas plantações e aumento das dificuldades para produção de alimentos, principalmente nas comunidades mais afastadas.

Enquanto muitas famílias ainda convivem com os transtornos provocados pela cheia, o Amazonas agora acompanha com atenção os próximos boletins climáticos, temendo que o estado volte a enfrentar um dos verões amazônicos mais severos dos últimos tempos.

Quais são os impactos do El Niño no Brasil?

Para o Brasil, o El Niño tem impactos de seca no norte e no leste da Amazônia e no norte do Nordeste, durante o primeiro semestre do ano. Se o El Niño persistir no segundo semestre de 2026, poderá ter impactos no ano que vem.

Para o Sul do Brasil, o impacto é na primavera do hemisfério Sul em setembro. Veja, por exemplo, aqueles impactos grandes no Sul do Brasil que foram dois episódios de chuvas muito intensas durante o El Niño de 2023, ocorreram em setembro de 2023. Depois, outro impacto em abril/maio de 2024.

Caso se configure El Niño em julho ou agosto, significa que a região Sudeste terá um inverno menos frio do que o normal e pode ser que tenha períodos com ondas de calor. A depender da intensidade, o principal impacto nos próximos meses serão temperaturas mais altas do que a média histórica.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação fboa em Tempo / gov.br

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