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UPA de Tabatinga é alvo de denúncias por obras paradas, estrutura precária e falta de insumos

Funcionários e acompanhantes de pacientes relatam cenário preocupante dentro da Unidade Hospitalar de Tabatinga, com salas desmontadas e equipamentos danificados.

UPA de Tabatinga é alvo de denúncias por obras paradas, estrutura precária e falta de insumos
Imagem: Divulgação (Web)
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A situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que integra a Unidade Hospitalar de Tabatinga, no Alto Solimões, virou alvo de denúncias feitas por funcionários e acompanhantes de pacientes. De acordo com relatos encaminhados ao Portal Fonte Boa em Tempo, as obras de reforma iniciadas em fevereiro deste ano estariam paralisadas, enquanto pacientes e profissionais continuam enfrentando condições consideradas precárias dentro da unidade.

O complexo hospitalar, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), também abriga a maternidade Celina Villacrez Ruiz. Segundo os denunciantes, a paralisação das obras compromete diretamente o funcionamento da estrutura e agrava ainda mais os problemas enfrentados diariamente na unidade de saúde.

“Obras paradas, instalações todas quebradas, mas os pacientes continuam chegando aqui, e nós temos que trabalhar. Não tem lavanderia, não tem material. Está tudo quebrado”, relatou um profissional da unidade, que preferiu não se identificar.

Ainda conforme os relatos, setores inteiros foram desmontados para a execução da reforma, mas os serviços teriam sido interrompidos antes da conclusão. Entre os principais problemas apontados estão salas cirúrgicas desmontadas, equipamentos danificados e até uma mesa cirúrgica queimada, considerada sem segurança adequada para utilização em pacientes.

“A mesa de cirurgia está queimada nesta parte e fica inviável de usar, pois não oferece segurança aos pacientes. A gente encontra uma sala cirúrgica totalmente desmontada, com aparelhos quebrados. É tudo material obsoleto ou danificado”, denunciou outro funcionário.

A reforma da unidade havia sido anunciada pelo Governo do Amazonas em novembro de 2025, com investimento previsto de aproximadamente R$ 11 milhões. O projeto incluía modernização estrutural, ampliação do número de leitos clínicos e de UTI, reforma do centro cirúrgico e atualização do parque tecnológico da unidade hospitalar.

O cronograma divulgado previa ainda a instalação de tomógrafo, nova central de material esterilizado, lavanderia e ampliação da capacidade hospitalar de 45 para 87 leitos. Parte da obra, incluindo a maternidade, deveria ter sido entregue até março deste ano.

Apesar disso, segundo as denúncias, a realidade encontrada atualmente dentro da unidade é de falta de medicamentos, deficiência de materiais básicos e dificuldades estruturais que estariam afetando diretamente o atendimento à população da região de fronteira.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou, por meio de nota, que não há falta de medicamentos nem de produtos para saúde na unidade.

A SES-AM afirmou ainda que a mesa cirúrgica citada apresentou apenas um defeito mecânico que limita movimentos do equipamento, mas que isso não impede a realização das cirurgias. Segundo a secretaria, somente nesta quinta-feira foram realizados cinco procedimentos cirúrgicos na unidade.

A pasta informou também que possui convênio com o Exército Brasileiro para apoio no atendimento à população por meio do Hospital de Guarnição de Tabatinga, incluindo suporte para demandas cirúrgicas.

Sobre os equipamentos, a secretaria declarou que duas novas mesas cirúrgicas já foram adquiridas e estão sendo transportadas para o município. Em relação às obras, a SES-AM afirmou que houve apenas uma “parada técnica” para reposição de materiais e substituição de mão de obra, garantindo que a reforma segue em andamento.

Mesmo diante da nota oficial, os relatos feitos por profissionais e acompanhantes revelam preocupação crescente com a situação da saúde pública em Tabatinga, principalmente diante da alta demanda de pacientes atendidos diariamente na unidade hospitalar que é referência para diversos municípios do Alto Solimões.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / riosdenoticias.

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