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Amazonas já arrecadou R$ 17 bilhões em impostos em 2026 e carga tributária segue pesando no bolso do cidadão

Alta na arrecadação e desequilíbrio nas contas públicas acendem alerta sobre uso do dinheiro público no país.

Amazonas já arrecadou R$ 17 bilhões em impostos em 2026 e carga tributária segue pesando no bolso do cidadão
Imagem: Divulgação.
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O contribuinte do Amazonas já desembolsou R$ 17,29 bilhões em impostos nos primeiros quatro meses de 2026, segundo dados do Associação Comercial de São Paulo. O valor representa um aumento de aproximadamente 3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram arrecadados R$ 16,78 bilhões — crescimento que ocorre mesmo sem considerar os efeitos da inflação.

Os números fazem parte do tradicional Impostômetro, painel criado em 2005 no centro de São Paulo com o objetivo de escancarar a carga tributária brasileira e estimular a população a cobrar mais eficiência dos governos. A ferramenta contabiliza em tempo real todos os tributos pagos nas esferas federal, estadual e municipal, incluindo taxas, contribuições, multas e juros.

Em nível nacional, a arrecadação também impressiona. O Brasil já ultrapassou a marca de R$ 1,39 trilhão em impostos em 2026, um aumento de 2,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor trilionário foi alcançado três dias antes do que em 2025, evidenciando uma aceleração no ritmo de arrecadação.

De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, o crescimento tem explicações claras:

“Esse avanço se deve à retomada da atividade econômica, que amplia a base de arrecadação, e também à inflação, já que muitos impostos incidem diretamente sobre bens e serviços.”

Além disso, mudanças recentes na política tributária contribuíram para esse aumento, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, alterações nos juros sobre capital próprio, retomada de impostos sobre combustíveis e a taxação de apostas esportivas (bets).

Gasto público também dispara e preocupa
Paralelamente à arrecadação, os gastos do governo seguem em ritmo elevado. Dados da plataforma Ga$to Brasil mostram que as despesas primárias já ultrapassam R$ 1,29 trilhão em 2026.

Para Gamboa, o cenário acende um sinal de alerta:

“O Brasil está operando no vermelho mesmo antes de pagar os juros da dívida. Isso compromete a sustentabilidade fiscal e aumenta a pressão por reformas estruturais.”

População cobra retorno
Enquanto os números sobem, cresce também a cobrança da população por serviços públicos de qualidade. No Amazonas — onde grande parte da população depende diretamente de políticas públicas — o debate sobre para onde vai tanto imposto arrecadado ganha cada vez mais força.

O painel do Impostômetro pode ser acompanhado em tempo real e segue atualizando os valores diariamente, reforçando um questionamento que ecoa em todo o país: o cidadão paga muito… mas recebe de volta na mesma proporção?

 
 
FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / 18h.com.br

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