A Copa da Floresta 2026 conheceu neste sábado seus dois finalistas. As seleções de Benjamin Constant e Manicoré garantiram vaga na decisão da principal competição de futebol do interior do Amazonas após o encerramento das semifinais regionais. No entanto, o que deveria ser lembrado apenas pelo futebol acabou sendo marcado por uma série de episódios polêmicos que geraram revolta entre equipes, profissionais da imprensa e torcedores.
Benjamin Constant confirma classificação
Na abertura da última rodada da Chave Solimões, Benjamin Constant não tomou conhecimento da seleção de Amaturá e venceu por 6 a 1. A equipe demonstrou superioridade durante toda a partida e teve como principal destaque o atacante Boboco, camisa 7, que foi decisivo na construção do resultado.

Com a goleada, Benjamin Constant alcançou uma pontuação e saldo de gols praticamente inalcançáveis, deixando a disputa pela segunda vaga extremamente complicada para Anori.
Após o resultado, Fonte Boa já entrou em campo matematicamente eliminada. Anori ainda mantinha chances, mas precisava vencer os atuais campeões por uma diferença superior a seis gols para garantir a classificação.

Anori vence, mas não alcança o objetivo
No segundo confronto da rodada, Anori derrotou Fonte Boa por 3 a 2 em uma partida bastante movimentada. Apesar da vitória, o resultado ficou longe da margem necessária para a classificação.
Com isso, Anori e Fonte Boa deram adeus à competição, enquanto Benjamin Constant confirmou sua presença na grande decisão estadual.
Do outro lado da chave, Manicoré encerrou sua campanha semifinal com mais uma vitória, desta vez sobre Itacoatiara, alcançando 100% de aproveitamento e consolidando-se como uma das equipes mais fortes da edição.
A final da Copa da Floresta 2026 será disputada entre Benjamin Constant e Manicoré. A organização ainda não confirmou a data e o local da decisão.

Imprensa impedida de trabalhar gera indignação
Além dos acontecimentos dentro de campo, a semifinal regional realizada em Anori ficou marcada por denúncias envolvendo restrições ao trabalho da imprensa.
Os portais Portal Fonte Boa em Tempo e TV Piracema, de Amaturá, afirmam ter sido impedidos de realizar transmissões dos jogos da competição, mesmo desempenhando papel fundamental na divulgação do futebol do interior e na aproximação dos torcedores com suas seleções.
Segundo relatos dos profissionais envolvidos, durante os dias de competição houve abordagens consideradas intimidatórias por representantes ligados à organização do evento.
O caso mais grave relatado teria ocorrido com um integrante da TV Piracema, que afirma ter sido ameaçado de prisão simplesmente por exercer atividade jornalística e registrar imagens da competição.
Representantes do Portal Fonte Boa em Tempo também relatam terem sido coagidos e advertidos por integrantes ligados à organização da competição.
Os dois veículos emitiram uma nota conjunta manifestando preocupação com os acontecimentos e defendendo a liberdade de imprensa, o direito à informação e a valorização dos meios de comunicação locais, responsáveis por levar as emoções da Copa da Floresta aos municípios participantes.
O Portal Fonte Boa em Tempo informa que tornará público, em matéria específica, todo o relato dos episódios ocorridos durante a semifinal em Anori.

Arbitragem vira alvo de críticas
Outro tema que dominou as conversas nos bastidores da competição foi a atuação da arbitragem.
Durante os três dias de disputas, dirigentes, atletas e torcedores de diferentes municípios demonstraram insatisfação com algumas decisões tomadas dentro de campo.
As reclamações partiram principalmente de representantes de Fonte Boa, Anori e Amaturá, que apontaram lances polêmicos, gols anulados, marcações contestadas e critérios considerados inconsistentes ao longo das partidas.
Apesar das críticas, é importante destacar que não há qualquer acusação direcionada à seleção de Benjamin Constant, que realizou sua campanha dentro das quatro linhas e não possui responsabilidade sobre eventuais equívocos cometidos pela arbitragem.
A equipe classificou-se pelos resultados obtidos em campo e merece reconhecimento pelo desempenho apresentado durante toda a fase semifinal.

Futebol do interior precisa de transparência
Os acontecimentos registrados em Anori levantam uma discussão importante sobre o futuro da Copa da Floresta.
A competição nasceu com o objetivo de integrar municípios, fortalecer o esporte do interior e valorizar talentos das diversas regiões do Amazonas. Para que continue crescendo, é fundamental que todos os envolvidos atletas, dirigentes, árbitros, torcedores e profissionais da imprensa tenham seus direitos respeitados.
A liberdade de cobertura jornalística, a transparência nas decisões administrativas e a confiança na arbitragem são elementos essenciais para garantir a credibilidade de qualquer competição esportiva.
Agora, enquanto Benjamin Constant e Manicoré se preparam para disputar o título estadual, permanecem as discussões sobre os episódios que marcaram uma das semifinais mais polêmicas da história recente da Copa da Floresta.
