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Apenas três dias depois de uma grande apreensão de drogas avaliada em quase R$ 28 milhões, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) voltou a agir na região de Novo Airão e encontrou mais um carregamento de entorpecentes. Desta vez, a operação terminou em troca de tiros entre policiais e suspeitos de envolvimento com o narcotráfico.
A nova ação, divulgada nesta sexta-feira (23), resultou na apreensão de aproximadamente 1,5 tonelada de maconha do tipo skunk, escondida em uma área rural nas proximidades da comunidade do Aracari, às margens do Rio Negro.
Durante as diligências, as equipes policiais foram envolvidas em um confronto armado com os suspeitos, que conseguiram escapar pela mata, abandonando o carregamento de drogas.
A operação foi realizada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Novo Airão.
Polícia retorna à mesma região apenas 72 horas depois
O que chama a atenção é o curto intervalo entre as duas grandes operações policiais.
Na última terça-feira (20), o Denarc já havia realizado uma ação na comunidade do Aracari, onde encontrou aproximadamente 1,3 tonelada de skunk, avaliada em R$ 27,6 milhões.
Naquela ocasião, os entorpecentes estavam escondidos em quatro pontos de uma propriedade rural, utilizada, segundo as investigações, como local de armazenamento de drogas provenientes da Colômbia.
Dois suspeitos perceberam a chegada dos policiais e fugiram pela mata.
A ocorrência foi divulgada pelo Portal Fonte Boa em Tempo na quinta-feira (22), com informações sobre a apreensão milionária e as investigações envolvendo possíveis rotas internacionais do narcotráfico.
Agora, apenas três dias depois da primeira operação, a polícia volta à mesma região e encontra outra grande quantidade de drogas. A diferença é que, desta vez, houve confronto armado.
Em três dias, quase três toneladas de drogas apreendidas
Balanço das operações em Novo Airão
Terça-feira, 20/10
1,3 t
R$ 27,6 milhões
Sexta-feira, 23/10
1,5 t
Valor não divulgado
Total apreendido
2,8 toneladas
O resultado das duas ações representa um novo golpe contra o tráfico de drogas na região amazônica.
Em apenas 72 horas, aproximadamente 2,8 toneladas de maconha do tipo skunk foram retiradas de circulação pelas forças de segurança do Amazonas.
O valor financeiro do segundo carregamento ainda não havia sido oficialmente informado, mas a dimensão da apreensão evidencia a quantidade de entorpecentes movimentada pelos grupos investigados.
Confronto armado e fuga pela floresta
Diferentemente da primeira operação, quando os suspeitos fugiram ao perceber a aproximação policial, a nova ação foi marcada por troca de tiros.
De acordo com as informações divulgadas, os suspeitos conseguiram escapar, deixando para trás a carga de entorpecentes.
Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação de prisões nem de pessoas feridas durante o confronto.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar os envolvidos, localizar os fugitivos e esclarecer a responsabilidade pelo armazenamento e transporte das drogas.
Rio Negro está na rota investigada do narcotráfico
As duas apreensões ocorreram na zona rural de Novo Airão, em uma região cortada por importantes vias fluviais utilizadas pelas populações ribeirinhas.
Na primeira operação, as investigações policiais apontaram que a propriedade onde as drogas estavam escondidas seria utilizada para armazenar entorpecentes provenientes da Colômbia.
Segundo as informações apresentadas pelas autoridades, parte dos carregamentos teria como destino Manaus, enquanto outras quantidades seriam distribuídas para diferentes estados brasileiros.
A sequência de operações chama a atenção para o uso de áreas de mata e localidades isoladas como possíveis pontos de armazenamento de drogas.
Apesar de as duas apreensões terem ocorrido na mesma região e em um intervalo de apenas três dias, ainda não há confirmação oficial de que os dois carregamentos pertençam à mesma organização criminosa.
Investigações continuam
A Polícia Civil mantém as diligências para localizar os suspeitos que fugiram durante a operação desta sexta-feira.
A expectativa é que o aprofundamento das investigações permita identificar os responsáveis pelos carregamentos e esclarecer possíveis conexões entre os grupos envolvidos.
As apreensões também reforçam a importância do trabalho de inteligência e da fiscalização das rotas fluviais do Amazonas, utilizadas diariamente para o transporte de pessoas e mercadorias, mas também exploradas por organizações criminosas.