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A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram esta quinta-feira (22) sem grandes atos públicos de campanha. Em Brasília, as equipes concentraram esforços na preparação para o último debate presidencial, previsto para sexta-feira (23), na TV Globo, e protagonizaram novos desdobramentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A principal novidade foi a assinatura de um acordo entre representantes das duas campanhas para a divulgação de informações protegidas por sigilo bancário, fiscal e telefônico, incluindo dados de familiares. O entendimento ocorreu após uma sequência de desafios e exigências apresentados pelos candidatos nos últimos dias.
Lula suspende gravações e permanece em Brasília
O presidente Lula permaneceu sem compromissos públicos de campanha nesta quinta-feira.
Inicialmente, sua agenda previa gravações de propaganda eleitoral. Entretanto, segundo a CNN Brasil, as atividades foram suspensas, e a equipe decidiu concentrar a preparação no debate de sexta-feira.
A campanha também buscou preservar a voz do presidente após compromissos realizados na quarta-feira (21).
Flávio Bolsonaro visita o pai
Flávio Bolsonaro esteve na manhã desta quinta-feira no condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília.
Segundo a Itatiaia, o senador chegou por volta das 8h. Não foram divulgados detalhes sobre os assuntos tratados durante a visita.
O candidato também reservou parte de sua programação para reuniões internas e preparação para o debate. A agenda anunciada previa ainda uma transmissão ao vivo no YouTube, às 19h, horário de Brasília — 18h em Manaus.
Campanhas firmam acordo sobre sigilos
O episódio de maior repercussão política desta quinta-feira ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral.
Representantes de Lula protocolaram uma resposta aceitando as exigências apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro para a divulgação de informações sigilosas.
Posteriormente, foi noticiada a assinatura de um acordo entre as duas partes, envolvendo dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e informações relacionadas a familiares.
A assinatura do documento, entretanto, não significa que todos os dados já tenham sido efetivamente divulgados. O cumprimento do acordo e a disponibilização das informações precisam ser acompanhados separadamente.
André Mendonça esclarece que candidatos não precisam de autorização do TSE para abrir sigilos
Uma decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trouxe um novo desdobramento à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (22).
Após as campanhas apresentarem petições e firmarem um acordo sobre a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas, Mendonça esclareceu que os candidatos podem tornar públicos seus próprios dados, voluntariamente, sem necessidade de autorização da Justiça Eleitoral.
Segundo o ministro, cabe aos próprios interessados decidir quais informações divulgar, quando e de que maneira. O TSE não será responsável por escolher os documentos nem por intermediar sua publicação.
A decisão também se aplica às pessoas físicas e jurídicas mencionadas nos compromissos, respeitada a necessidade de consentimento dos respectivos titulares.
Mendonça ressaltou ainda que a divulgação voluntária de documentos não substitui investigações oficiais sobre eventuais irregularidades financeiras.
Na prática, a decisão deixa claro que a divulgação das informações depende da iniciativa dos envolvidos, e não de uma nova autorização judicial.
O acordo entre as campanhas, portanto, não significa que todos os documentos já estejam
disponíveis ao público. A efetiva publicação dos dados deverá ser acompanhada separadamente.
Debate de sexta-feira concentra atenções
Lula e Flávio Bolsonaro têm encontro previsto para sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, no último debate televisivo antes do segundo turno.
O confronto ocorrerá dois dias antes da votação de domingo, 25 de outubro.
No Amazonas, os eleitores acompanham a reta final da disputa presidencial, especialmente nos municípios do interior, onde questões como transporte, saúde, educação, pesca e infraestrutura fluvial têm importância direta para a população.
Fontes: CNN Brasil, Poder360, Itatiaia, Folha de S.Paulo e Exame, reportagens de 22 de outubro de 2026.
Crédito: Redação Portal Fonte Boa em Tempo.