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A capital amazonense amanheceu nesta quarta-feira (14) novamente encoberta por uma densa camada de fumaça. Prédios, torres e outras estruturas da cidade ficaram parcialmente ocultos pela névoa provocada pelas queimadas, agravando a preocupação da população com a qualidade do ar e os riscos à saúde.
A situação é especialmente preocupante nas primeiras horas da manhã, quando as condições atmosféricas podem dificultar a dispersão dos poluentes, concentrando a fumaça próxima à superfície.
A cidade de Manaus nesta quarta-feira apresentar uma das sensações mais intensas de fumaça dos últimos dias, cenário que reforça a preocupação dos moradores. A previsão ainda depende de confirmação da reportagem junto à emissora.
Aulas continuam suspensas
Diante da situação, a Prefeitura de Manaus manteve suspensas nesta quarta-feira (14) as aulas presenciais da rede municipal de ensino, como medida preventiva para proteger estudantes, professores e demais profissionais da educação.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) também orientou as unidades escolares a acompanharem as condições da qualidade do ar e adotarem medidas preventivas conforme a situação de cada localidade.
Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis à exposição prolongada à fumaça.
Qualidade do ar atinge níveis preocupantes
Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil municipal nesta manhã, a concentração média de partículas finas PM2,5 chegou a aproximadamente 123,9 microgramas por metro cúbico, indicando condições muito ruins de qualidade do ar.
Essas partículas microscópicas podem penetrar profundamente no sistema respiratório, provocando irritações, tosse, dificuldades para respirar e agravamento de doenças pulmonares e cardiovasculares.
Amazonas registra mais de 1,5 mil focos de calor em outubro
Dados atribuídos ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pela imprensa, apontam que o Amazonas registrou 1.558 focos de calor entre os dias 1º e 12 de outubro, uma média aproximada de 130 registros diários.
O levantamento evidencia a intensidade das queimadas no estado e reforça a necessidade de medidas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios florestais.
É importante destacar que focos de calor identificados por satélites não representam necessariamente incêndios individuais, mas são indicadores utilizados no monitoramento ambiental.
Aeronaves e brigadistas reforçam operações, mas fumaça persiste
Após solicitações de apoio e anúncios de reforço operacional, aeronaves e brigadistas federais passaram a integrar a mobilização de combate aos incêndios no Amazonas, juntamente com as equipes estaduais.
Entretanto, a permanência da fumaça sobre Manaus demonstra que a crise ambiental ainda não apresentou uma melhora consistente e perceptível para os moradores.
A população espera informações mais detalhadas sobre os municípios atendidos pelas operações, a quantidade de incêndios controlados e os resultados efetivos da atuação das equipes em campo.
A pergunta que permanece é: quando a população de Manaus e do interior do Amazonas poderá voltar a respirar um ar de melhor qualidade?
Saúde da população exige atenção
As autoridades de saúde recomendam evitar exercícios físicos ao ar livre durante os períodos de maior concentração de fumaça, manter a hidratação, reduzir a exposição de crianças e idosos e utilizar máscaras PFF2 ou N95 quando houver necessidade de circular em ambientes externos.
Pessoas que apresentarem falta de ar intensa, dor no peito ou agravamento de sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico.
Portal acompanha a situação
O Portal Fonte Boa em Tempo continua acompanhando a crise das queimadas no Amazonas, os impactos sobre a saúde e a educação e o andamento das operações de combate aos incêndios.
A reportagem também seguirá atenta à situação dos municípios do Médio e Alto Solimões, onde as condições climáticas e a ocorrência de queimadas podem afetar comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas.