Dados de julho de 2025 mostram que o Amazonas está entre os 10 estados brasileiros onde o número de beneficiários do programa Bolsa Família supera o total de empregos formais registrados no setor privado.
No estado, são 648 mil famílias recebendo o benefício, contra 386 mil empregos com carteira assinada — uma diferença de 262 mil pessoas a mais na assistência social do que no mercado formal de trabalho.

Esse cenário coloca o Amazonas na quinta posição entre os estados com maior desequilíbrio entre dependência do Bolsa Família e vínculos empregatícios formais.
FAMÍLIAS — A capital, Manaus, concentra o maior número de famílias atendidas pelo programa no Amazonas em julho. São 250,7 mil, a partir de um investimento de R$ 172,1 milhões e valor médio de benefício de R$ 687,79. Na sequência dos cinco municípios do estado com maior número de famílias contempladas neste mês aparecem Parintins (21,2 mil), Manacapuru (20,1 mil), Itacoatiara (16,4 mil) e Autazes (16 mil).
VALOR MÉDIO — No recorte que leva em conta o valor do benefício, o município de Santo Antônio do Içá é o que apresenta o maior tíquete médio neste mês, com R$ 872,34. Na sequência, aparecem Jutaí (R$ 860), São Gabriel da Cachoeira (R$ 851,11), Itamarati (R$ 840,07) e São Paulo de Olivença (R$ 827,95).
A situação é ainda mais crítica no Maranhão, onde a diferença ultrapassa 521 mil pessoas, seguido por Pará (294 mil), Piauí (193 mil) e Bahia (185 mil).
Ao todo, 10 estados enfrentam essa realidade — sendo 6 deles do Nordeste e 4 da região Norte. O levantamento considera apenas os empregos formais no setor privado e não inclui os vínculos com o setor público.
