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Pais e responsáveis por alunos da Escola Estadual São José, em Fonte Boa, no interior do Amazonas, divulgaram um apelo público nesta quarta-feira (24) cobrando providências diante de problemas estruturais que, segundo eles, levaram à decisão de retomar as aulas de forma remota.
De acordo com a manifestação da comunidade escolar, após uma reunião com a gestão da unidade de ensino, ficou definido que, a partir desta quinta-feira (24), as aulas voltarão a ocorrer de forma remota.
Entre os problemas apontados estão o bebedouro principal da escola, que estaria queimado, e aparelhos de ar-condicionado que não estariam funcionando adequadamente em algumas salas de aula.
A situação preocupa principalmente porque, segundo os pais, muitos estudantes já permaneceram quase 50 dias no ensino remoto. Quando finalmente retornaram às atividades presenciais, a comunidade escolar foi novamente informada sobre a necessidade de interromper as aulas nas salas e retomar o modelo à distância.
Pais cobram prazo para retorno
Um dos principais pontos de preocupação apresentados na nota é justamente a falta de uma previsão definitiva para o retorno das aulas presenciais.
Para os pais, não se trata apenas do desconforto provocado pela mudança de rotina. A alternância entre aulas presenciais e remotas pode comprometer o acompanhamento pedagógico dos estudantes, especialmente daqueles que dependem da estrutura da escola para ter acesso adequado às atividades, equipamentos e orientação dos professores.
A comunidade escolar afirma que deseja uma resposta concreta das autoridades responsáveis e pede que os problemas sejam efetivamente solucionados.
Falta de porteiro também é questionada
Além das condições estruturais, os pais também reivindicam a presença de um porteiro na Escola Estadual São José.
Segundo os relatos apresentados na manifestação, a unidade estaria sem esse profissional desde o ano passado. Os responsáveis consideram necessária a presença de alguém encarregado do controle de entrada e saída da escola, principalmente para contribuir com a segurança dos estudantes e da própria comunidade escolar.
Impacto pode atingir a educação do município
A situação também pode provocar reflexos mais amplos na educação de Fonte Boa.
Quando uma escola estadual permanece por períodos prolongados sem condições adequadas para o ensino presencial, o impacto não fica restrito aos estudantes daquela unidade. Dependendo da duração do problema e de eventual necessidade de reorganização das matrículas, outras escolas da rede pública podem acabar recebendo alunos, aumentando a pressão sobre salas de aula, profissionais, transporte e estrutura física.
O problema também preocupa pelo possível impacto pedagógico. Estudantes que já permaneceram semanas no ensino remoto podem enfrentar novas dificuldades de aprendizagem com a interrupção das aulas presenciais, principalmente nas séries que dependem de acompanhamento mais próximo dos professores.
A sucessão de períodos presenciais e remotos pode dificultar a continuidade dos conteúdos, o acompanhamento individual dos alunos e a manutenção da rotina escolar.
Comunidade quer solução, não apenas respostas
Na manifestação, os pais deixam claro que o objetivo é cobrar uma solução prática para os problemas apresentados.
A comunidade escolar pede que sejam realizados os reparos necessários no sistema de climatização, que o bebedouro seja recuperado ou substituído e que seja solucionada a questão relacionada ao profissional responsável pelo controle de acesso à escola.
Os pais também reivindicam uma previsão clara para o retorno definitivo das aulas presenciais.
A mobilização ocorre em um momento de preocupação entre famílias que, segundo a própria manifestação, já enfrentaram semanas de ensino remoto e agora precisam novamente adaptar a rotina dos estudantes.
“Não queremos apenas respostas. Queremos soluções e uma previsão clara para o retorno das aulas presenciais”, é o apelo apresentado pelos pais e responsáveis.
Seduc foi procurada pelo Portal
O Portal Fonte Boa em Tempo procurou a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para obter esclarecimentos sobre a situação da Escola Estadual São José. A secretaria recebeu os principais pontos abordados na reportagem e foi informada de que o fechamento da matéria ocorreria às 15h desta quinta-feira (24).
Até o horário de fechamento, porém, a Seduc-AM não havia encaminhado resposta ao Portal.
A reportagem permanece aberta para eventual manifestação da secretaria. Caso o órgão envie esclarecimentos posteriormente, as informações poderão ser acrescentadas ou atualizadas na matéria.
Enquanto isso, pais e responsáveis continuam cobrando uma solução para os problemas relatados e, principalmente, uma previsão clara para que os estudantes possam retornar definitivamente às aulas presenciais, com segurança e condições adequadas de aprendizagem.