A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária para o mês de maio será amarela, o que significa cobrança adicional na conta de luz dos brasileiros. No Amazonas, o impacto deve ser ainda mais sentido pela população.
A mudança representa um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, após meses de vigência da bandeira verde, que não gerava cobranças adicionais.

PREPARE O BOLSO
A nova cobrança chega em um momento delicado para o consumidor amazonense, que já enfrenta uma sequência de aumentos no custo de vida. Com combustível caro, alta nos preços dos alimentos da cesta básica e aumento de impostos, a conta de luz mais elevada agrava ainda mais o orçamento das famílias.
Mesmo sendo um valor considerado baixo por unidade de consumo, o impacto acumulado ao final do mês pode pesar, principalmente para quem já luta para equilibrar as despesas domésticas.

JUSTIFICATIVA DA ANNEL PARA O AUMENTO
Segundo a Aneel, o acionamento da bandeira amarela ocorre devido à redução das chuvas neste período de transição para a estação seca. Com menos água nos reservatórios, a geração de energia pelas hidrelétricas diminui.
Para garantir o abastecimento, é necessário acionar usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado — e esse custo é repassado ao consumidor por meio das bandeiras tarifárias.
No Amazonas, a situação é ainda mais sensível, já que o estado depende fortemente desse tipo de geração, o que torna a tarifa mais vulnerável a aumentos.
HISTÓRICO DE AUMENTOS PREOCUPA
O cenário reforça a preocupação da população, já que o estado tem histórico de reajustes expressivos na tarifa de energia. Em 2016, por exemplo, o aumento ultrapassou os 38% para consumidores residenciais.
Apesar de discussões sobre mudanças na gestão da concessionária Amazonas Energia, a definição dos valores tarifários continua sendo de responsabilidade exclusiva da Aneel, não havendo previsão de reajustes adicionais por conta dessas mudanças administrativas.
CONSUMO CONSCIENTE É ESSENCIAL
Diante do novo cenário, a orientação é que os consumidores adotem medidas para reduzir o consumo de energia, como evitar desperdícios, diminuir o uso de aparelhos de alto consumo e aproveitar melhor a iluminação natural.
Pequenas atitudes no dia a dia podem fazer diferença no valor final da fatura.
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