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A campanha “Meu Pai Tem Nome”, promovida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), continua levando serviços gratuitos de reconhecimento de paternidade às famílias do interior do estado.
A iniciativa busca garantir que crianças, adolescentes e adultos tenham acesso ao direito de conhecer e registrar sua filiação, além de contribuir para a regularização de documentos e o fortalecimento dos vínculos familiares.
Um dos principais serviços é a realização gratuita de exames de DNA, que podem ajudar a esclarecer dúvidas sobre a paternidade biológica e facilitar os procedimentos legais de reconhecimento.
Nova etapa será realizada de 9 a 13 de novembro
A próxima etapa da campanha acontecerá em Santa Isabel do Rio Negro, na região do Alto Rio Negro, entre segunda-feira (9) e sexta-feira (13).
Os atendimentos serão realizados das 8h às 14h, no Posto de Atendimento Avançado (PAV) da Defensoria Pública, localizado na Avenida Danilo Correa, sem número, no Centro, ao lado da Prefeitura.
O atendimento será por ordem de chegada. A orientação é levar documentos pessoais e registros relacionados ao caso. Para a coleta voluntária de DNA, a Defensoria recomenda a presença da mãe, da criança e do possível pai.
Campanha já passou por municípios do Solimões
Desde julho, a iniciativa percorreu diferentes regiões do Amazonas, incluindo Tefé, Tabatinga, Coari e Benjamin Constant, além de Parintins, Itacoatiara, Eirunepé, Manacapuru e outros municípios.
Entretanto, até a divulgação mais recente, não havia confirmação de uma nova etapa presencial em Fonte Boa, Jutaí, Uarini ou Japurá.
Moradores dessas localidades interessados no serviço podem procurar a Defensoria Pública para obter orientações sobre atendimento e possibilidades de encaminhamento.
Reconhecimento pode ocorrer sem exame de DNA
De acordo com a defensora pública Petra Sofia, coordenadora da campanha, nem todas as situações exigem exame genético.
Quando o pai reconhece voluntariamente a paternidade, o procedimento pode ser encaminhado sem necessidade de DNA. A campanha também contempla casos de maternidade ou paternidade socioafetiva, quando uma pessoa que exerce há anos a função de pai ou mãe deseja formalizar juridicamente esse vínculo.
Após a análise dos exames, a Defensoria poderá orientar as famílias sobre os procedimentos cabíveis, inclusive reconhecimento de paternidade e questões relacionadas à guarda.
Mais de 1,7 milhão de crianças foram registradas sem o nome do pai
Segundo dados do Portal da Transparência dos Registros Civis divulgados pela Defensoria, mais de 1,7 milhão de crianças nascidas no Brasil na última década foram registradas somente com o nome da mãe.
Entre janeiro e abril de 2025, mais de 65 mil crianças brasileiras receberam registros nessa condição, conforme informações da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
No Amazonas, a campanha realizou mais de 400 exames de DNA gratuitos e 500 atendimentos jurídicos relacionados ao reconhecimento de paternidade em 2024. Em 2025, foram registrados mais de 450 atendimentos na capital.
Como buscar informações
Para quem mora em Fonte Boa ou em outros municípios do interior e deseja saber como solicitar orientação, a Defensoria disponibilizou os seguintes canais em comunicados anteriores:
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Disque 129
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WhatsApp: (92) 98559-1599
Os interessados devem confirmar a disponibilidade do serviço e os procedimentos de atendimento para seu município.