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A Polícia Federal deflagrou, na sexta-feira (6), a segunda fase da Operação Papel Fantasma, em Tabatinga, no Alto Solimões, e cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um investigado suspeito de participar de um esquema de produção e comercialização de documentos públicos falsificados.
Segundo a PF, a operação busca aprofundar as investigações sobre uma possível organização criminosa que atuava na intermediação, negociação e entrega de documentos, principalmente certidões de nascimento contendo informações falsas.
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal no Amazonas. A identidade do investigado preso nesta segunda etapa não foi divulgada oficialmente.
Documentos falsos eram negociados mediante pagamento
De acordo com a Polícia Federal, a análise de aparelhos eletrônicos e documentos apreendidos durante a primeira fase da operação revelou novos indícios sobre o funcionamento do esquema.
As investigações apontam que o suspeito preso na sexta-feira teria atuado na captação de interessados, retirada e entrega de documentos, negociação de pagamentos e divisão dos valores arrecadados.
A PF também identificou indícios de utilização de linguagem codificada, intermediários e estratégias para dificultar a fiscalização e ocultar registros das atividades investigadas.
As certidões de nascimento supostamente falsificadas seriam utilizadas para obter outros documentos civis brasileiros de maneira irregular.
Primeira fase teve vereador entre os presos
A Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Papel Fantasma em 14 de outubro de 2026, com cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Tabatinga, no Alto Solimões.
As buscas alcançaram residências, o Cartório Extrajudicial do 2º Ofício e um gabinete parlamentar da Câmara Municipal.
Entre os alvos estava um vereador do município, preso preventivamente por suspeita de envolvimento no esquema.
Na ocasião, a PF informou que as investigações começaram após a identificação de documentos suspeitos apresentados por pessoas que buscavam obter documentação civil brasileira.
Segundo os investigadores, havia indícios de que certidões falsas eram comercializadas para interessados colombianos, peruanos e indígenas, com o objetivo de permitir a obtenção de documentos brasileiros sem os procedimentos legais exigidos.
Polícia Federal procura outros envolvidos
A nova etapa da investigação busca identificar outros possíveis participantes, intermediários e beneficiários do esquema, além de estabelecer quantos documentos foram produzidos ou utilizados irregularmente.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual que vier a ser comprovada, pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa.
As investigações continuam. Até o momento, não foi divulgado um balanço definitivo da quantidade de documentos falsificados nem dos valores movimentados.
As prisões preventivas são medidas cautelares e não representam condenação dos investigados.