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ESPOROTRICOSE: Em 2025 no Amazonas foram notificados 2.112 casos desta doença em humanos e 4.290 casos em animais

A doença é uma micose grave, que exige atenção, cuidados e tratamento adequado que se não tratada, pode levar a óbito.

ESPOROTRICOSE: Em 2025 no Amazonas foram notificados 2.112 casos desta doença em humanos e 4.290 casos em animais
Imagem: Arquivo (UFRN).
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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou, no final de 2025, informe epidemiológico de esporotricose humana e animal, uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix.

Esporotricose humana

Entre janeiro e novembro de 2025, foram notificados 2.112 casos de esporotricose humana no Amazonas, dos quais 1.635 foram confirmados e 206 seguem em investigação. O informe registrou também um óbito.

Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (1.529), Presidente Figueiredo (34), Barcelos (27), Iranduba (12), Rio Preto da Eva (8), Maués (7), Manacapuru (5), Itacoatiara (4).

Esporotricose animal

Nos animais foram notificados 4.290 casos de esporotricose animal, sendo 4.052 confirmados e 2.090 em tratamento. Foram registradas 1.937 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (97,5%), seguidos de cães (2,5%). Os animais envolvidos são, em maioria (65,7%), machos.

Grupo técnico

O enfrentamento da esporotricose conta com um Grupo de Trabalho responsável pelo monitoramento da doença no estado. O grupo é composto por órgãos especializados, entre eles FVS-RCP, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Hospital Alfredo da Matta (Fuham), Secretaria de Estado de Proteção Animal (SEPET), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM).

O fungo causador da esporotricose vive naturalmente no solo, madeira, matéria vegetal e material orgânico em decomposição. A transmissão acontece geralmente por meio de arranhaduras, mordidas ou contato direto com secreções das lesões de animais infectados, especialmente de gatos, que são os principais transmissores para os seres humanos.

De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde,  os casos registrados precocemente tem cura, mas o tratamento é longo, feito com medicamentos antifilosófico receitados por profissionais de saúde. O mais importante é diagnosticar o quanto antes e seguir corretamente as orientações médicas e veterinárias.

Sintomas

Nos animais, as lesões de pele costumam aparecer no nariz, membros e cauda, com inchaços endurecidos na região do focinho, podendo ser acompanhadas de espirros. As feridas podem se espalhar por todo o corpo do animal.

Em humanos, os sintomas começam com uma lesão semelhante à picada de inseto, com vermelhidão e dor local. Com o tempo, a lesão pode aumentar e formar outros nódulos enfileirados na pele, no chamado “formato de rosário”.

Prevenção

A Secretaria de Saúde recomenda:

  • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para manipular solo, plantas, madeira, material orgânico e, especialmente, gatos doentes. O uso de luvas, aventais e óculos é fundamental;
  • Limpeza do ambiente com água sanitária, utilizando os EPIs recomendados;
  • Isolamento do animal infectado, em local seguro e ventilado, até a cura;
  • Castração e manutenção dos gatos dentro de casa, evitando contato com a rua e possíveis fontes de infecção;
  • Nunca interromper o tratamento, salvo sob orientação médica ou veterinária;
  • Descarte correto de animais mortos: jamais enterre ou jogue no lixo. A recomendação é a cremação, pois o fungo pode permanecer vivo no ambiente e contaminar outras pessoas e animais.

A Secretaria de Saúde reforça que, ao identificar sinais suspeitos da doença, seja em humanos ou animais, é fundamental buscar atendimento médico ou veterinário imediatamente. O tratamento precoce evita complicações e reduz a disseminação da esporotricose na comunidade.

O Amazonas enfrenta uma epidemia de esporotricose, especialmente na capital, com alta morbidade animal e risco crescente para humanos, necessitando de ações de saúde pública integradas para controlar a propagação. 

 

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