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Amazonas

Estiagem já afeta mais de 160 mil famílias no Amazonas; Fonte Boa segue em alerta e municípios do Solimões estão em emergência

Boletim divulgado nesta sexta-feira (6) aponta 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta; mesmo com a subida gradual dos rios, os efeitos da seca ainda preocupam.

Estiagem já afeta mais de 160 mil famílias no Amazonas; Fonte Boa segue em alerta e municípios do Solimões estão em emergência
Imagem ilustrativa da estiagem amazônica. Para publicação, utilizar fotografia identificada e creditada da Defesa Civil ou acervo próprio.
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A estiagem de 2026 continua provocando impactos em diversas regiões do Amazonas. Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Governo do Estado, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, 160.240 famílias já foram afetadas pela seca, enquanto 47 municípios permanecem em situação de emergência e outros 15 em estado de alerta.

Entre os municípios que continuam sob monitoramento está Fonte Boa, no Médio Solimões, classificado em situação de alerta. Já cidades próximas, como Tefé, Uarini, Alvarães, Japurá, Maraã e Jutaí, integram a relação dos municípios em emergência.

Solimões começa a subir, mas situação ainda exige atenção

Embora o rio Solimões já apresente sinais de recuperação em determinados trechos, a elevação gradual das águas ainda não representa o encerramento dos impactos da estiagem.

Em Tefé, dados divulgados na quinta-feira (5) apontaram que o nível do rio alcançou 8,26 metros, após uma elevação de 33 centímetros em sete dias. Apesar da recuperação, a cota permanece abaixo da faixa mediana para esta época do ano.

Fonte Boa também integra a região acompanhada pelos órgãos de monitoramento hidrológico.

Para as populações ribeirinhas, os efeitos de uma estiagem prolongada podem continuar mesmo após o início da subida dos rios, principalmente em localidades onde a navegação depende de paranás, furos, igarapés e lagos.

A dificuldade de acesso às comunidades pode comprometer o transporte de passageiros, o escoamento da produção e o abastecimento de alimentos e outros produtos essenciais.

Imagem Ilustrativa da estiagem amazônica.
Imagem Ilustrativa da estiagem amazônica.

Governo distribuiu 96 toneladas de alimentos

Segundo o Governo do Amazonas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 já alcançou 15 municípios, com a distribuição de aproximadamente 96 toneladas de alimentos, correspondentes a 4.800 cestas básicas.

Também foram disponibilizados 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d'água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.

As ações devem continuar conforme o acompanhamento das condições hidrológicas e as necessidades apresentadas pelos municípios afetados.

O boletim consultado não apresenta uma relação detalhada que permita confirmar quais desses materiais já foram entregues especificamente em Fonte Boa.

Queimadas também preocupam autoridades

Além dos problemas provocados pela estiagem, o Amazonas enfrenta os efeitos dos incêndios florestais sobre a qualidade do ar.

Nesta sexta-feira, a Defesa Civil classificou a qualidade do ar em Parintins como péssima, com alerta severo devido à concentração de partículas finas de poluição.

Outros municípios, incluindo Manaus, Tefé, Japurá, Tabatinga e Uarini, aparecem na classificação moderada divulgada pelo Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas.

Os avisos são válidos até a manhã de sábado (7).

Atenção permanece voltada para Fonte Boa e o interior

A permanência de Fonte Boa na condição de alerta demonstra que o acompanhamento da situação dos rios continua necessário, mesmo neste período de transição entre a vazante e a subida das águas.

O desafio para os municípios da calha do Solimões é garantir que as comunidades mais afastadas mantenham acesso ao transporte, à alimentação, à água potável e aos serviços essenciais.

O Portal Fonte Boa em Tempo continuará acompanhando os boletins oficiais e a evolução do nível dos rios, com atenção especial às comunidades ribeirinhas do Médio e Alto Solimões.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / Defesa Civil do Amazonas; Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.

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