Um verdadeiro cenário de guerra tomou conta da calha do Rio Solimões durante uma megaoperação das Forças de Segurança do Amazonas que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de drogas na região de Coari, no interior do estado. A ação foi detalhada durante coletiva realizada na sede da Polícia Federal, em Manaus, onde autoridades revelaram os bastidores do confronto de alta intensidade envolvendo equipes da Companhia de Operações Especiais (COE) e traficantes fortemente armados.
Segundo as informações divulgadas, os criminosos utilizavam uma lancha blindada artesanal de alta potência, equipada com três motores de 250 HP e armada com três fuzis de assalto, além de mais de mil munições de grosso calibre. O grupo tentava atravessar a calha do Médio Solimões transportando a grande carga de entorpecentes quando foi interceptado pelas forças policiais.


A abordagem ocorreu na noite de quarta-feira (20) e rapidamente evoluiu para uma intensa troca de tiros. Os traficantes tentaram romper o cerco montado pela COE, mas os policiais conseguiram reagir e conter o avanço do comboio criminoso. A operação também contou com apoio da Core, especializada em ações táticas e operações especiais em ambientes de alto risco.
Durante o confronto, os suspeitos abandonaram a embarcação blindada e fugiram para áreas de mata às margens do rio. Apesar da violência do tiroteio, nenhum policial ficou ferido.
As autoridades destacaram que o prejuízo causado ao crime organizado é considerado milionário. Com a nova apreensão, o Amazonas alcança a marca de 27 toneladas de drogas retiradas de circulação apenas entre janeiro e maio de 2026.
“O impacto financeiro causado ao crime organizado é gigantesco. Somente este ano já ultrapassamos 27 toneladas de entorpecentes apreendidos no Amazonas”, destacou o comandante da operação durante a coletiva.

As investigações apontam que a carga teria ligação com organizações criminosas internacionais que utilizam a rota do Rio Solimões como corredor estratégico do narcotráfico vindo da região da Tríplice Fronteira, especialmente da área de Tabatinga.
O governador do Amazonas anunciou ainda novos investimentos para reforçar o combate ao narcotráfico no interior do estado. Entre as medidas estão o envio de mais patrulhas integradas, ampliação das operações fluviais e a chegada de duas novas lanchas blindadas oficiais, adquiridas em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Guardas Civis em ações conjuntas de inteligência e repressão ao crime organizado na Amazônia.
A Polícia Federal instaurou inquérito para rastrear os responsáveis pela embarcação blindada e identificar os envolvidos no esquema de tráfico internacional de drogas. Perícias de balística e exames papiloscópicos devem auxiliar nas investigações.
