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Vera Lúcia Pereira Erazo, 63 anos, foi brutalmente assassinada na última sexta-feira, dia 10 de março, no município de Tabatinga, (AM). De acordo com informações a vítima foi encontrada morta, degolada a golpes de arma branca, que supostamente seria seu próprio instrumento de trabalho na agricultura, utilizado dentro do seu sítio.
Durante o sepultamento que ocorreu no cemitério São Lázaro, nesta segunda-feira (13), às 15 horas. No trajeto para o cemitério, um ato de protesto e pedido de justiça foi realizado em frente à delegacia de polícia de Tabatinga, os familiares e amigos neste ato simbólico ainda depositadas flores e balões brancos em frente ao prédio da Polícia Civil do município.
Presente na manifestação, a Presidente da Associação de Mulheres de Tabatinga , (Pérolas Mais Amor), Aldenora Magalhães, pede justiça para o caso. “Que mostrem pra gente os culpados, que não seja mais um crime que vai ficar na estatística de Tabatinga. É uma mulher que a família merece saber quem foi que fez, exatamente para que não venha a acontecer com outras mulheres, com outros agricultores que estão lá trabalhando. Nós queremos pedir da autoridade justiça”. Desabafou Aldenora.
Durante o sepultamento, Padre Carlos disse que é preciso dar um basta nos crimes contra a vida na Tríplice Fronteira. “É preciso dizer basta, chega. E mais ainda, uma mulher lutadora, que fazia parte de uma associação defendendo justamente contra isso, a violência contra as mulheres hoje está sendo aqui sepultada”. Enfatizou o Padre.
Padre Carlos ainda conclamou o povo a lutar pela vida e fez um desabafo em relação a falta de ação dos órgãos de segurança. “Temos que lutar pela vida, minha gente. Não é possível com tantas forças que a gente tem aqui de segurança, tantas forças armadas, a gente tenha esse quadro. Não podemos mais sair, não podemos sair de casa, não podemos mais nem trabalhar como essa mulher estava fazendo”. Ressaltou Padre Carlos.
A reportagem procurou o Delegado e investigadores da delegacia de Tabatinga que não quiseram se pronunciara a respeito do caso, apenas informaram que somente a Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas, em Manaus, poderia prestar esclarecimentos sobre as investigações.
MAIS UM CASO DE FEMINICIDIO QUE NÃO PODE FICAR SEM RESPOSTA.
Tabatinga, a grande maioria de assassinatos e feminicídios não tem conclusão da investigação e os autores seguem impunes e a sociedade sem respostas. Como ocorreu no caso da Radialista Lana Micol, da Rádio Nacional, em 2013, da servidora pública municipal Vera de Acatique, em 2015, da jovem estudante Helena Azevedo, em 2019, e tantos outros casos que seguem sem respostas da Justiça. Enquanto a impunidade prevalecer, novas vítimas, infelizmente, entrarão para esta estatística.
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