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Uma balsa carregada de caminhões, carretas, motocicletas, caminhonetes e contêineres com produtos eletrônicos sofreu um naufrágio parcial nesta segunda-feira (2), nas proximidades do Porto dos Milagres, em Santarém, no oeste do Pará. A embarcação havia saído de Manaus, no Amazonas, com destino a Belém, capital paraense.
Identificada como Lunna II, a balsa integrava um comboio conduzido pelo empurrador Coronel Heitor. O acidente chamou a atenção pela quantidade de veículos e mercadorias transportados e pelas imagens que circularam nas redes sociais, mostrando a água invadindo o convés da embarcação.
Segundo informações divulgadas pela Capitania Fluvial de Santarém, vinculada à Marinha do Brasil, não houve registro de mortos ou feridos. Também não foram identificados indícios de poluição ambiental durante a avaliação inicial da ocorrência.
Quase 300 motocicletas podem ter sido atingidas
Informações divulgadas por veículos de comunicação da região apontam que a balsa transportava aproximadamente 300 motocicletas elétricas, além de caminhões e contêineres com equipamentos eletrônicos.
A quantidade, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades marítimas.
O acidente pode ter provocado prejuízos financeiros expressivos aos responsáveis pelas mercadorias, mas até o momento não foi divulgado um levantamento oficial dos danos materiais.
Também não há confirmação sobre a quantidade de veículos efetivamente submersos, a recuperação das mercadorias ou a existência de seguro para a carga.
Marinha abre investigação
Após tomar conhecimento do acidente, a Capitania Fluvial de Santarém enviou uma equipe ao local para verificar as circunstâncias da ocorrência.
A Marinha informou que será realizado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), procedimento destinado a apurar as causas e eventuais responsabilidades relacionadas ao naufrágio.
Ainda não há conclusão oficial sobre o que provocou a entrada de água na embarcação. Portanto, hipóteses envolvendo excesso de carga, problemas estruturais ou condições de navegação não podem ser tratadas como causas confirmadas.
Mesma balsa já havia registrado incêndio em 2024
Um documento oficial do Tribunal Marítimo revela que a Lunna II já havia sido envolvida em outra ocorrência.
Em 15 de março de 2024, a embarcação sofreu um incêndio enquanto estava atracada no Porto Carinhoso, no Amazonas, aguardando o embarque de caminhões para seguir viagem.
Segundo o processo nº 38561/2025, o incêndio teve origem em um dos veículos transportados e provocou danos materiais, sem vítimas ou danos ao meio ambiente hídrico.
O caso foi posteriormente arquivado pelo Tribunal Marítimo, diante da impossibilidade de determinar com precisão todas as circunstâncias do acidente.
Não existe, até o momento, qualquer elemento que estabeleça relação entre o incêndio de 2024 e o naufrágio registrado nesta segunda-feira.
Acidente chama atenção para a segurança do transporte fluvial
A ocorrência reacende o debate sobre a segurança do transporte de cargas pelos rios da Amazônia, especialmente nas rotas que ligam Manaus aos principais centros comerciais do Norte do país.
O transporte fluvial é fundamental para a economia amazonense, permitindo o deslocamento de alimentos, combustíveis, veículos, equipamentos industriais e outras mercadorias destinadas ao abastecimento regional e ao comércio interestadual.
Acidentes envolvendo embarcações de grande porte também levantam preocupações sobre a proteção das cargas, a segurança dos trabalhadores e os possíveis impactos ambientais.
No caso da Lunna II, caberá à investigação da Marinha esclarecer as condições em que o acidente aconteceu e se houve descumprimento de normas de segurança da navegação.
Orientações da Marinha
A Marinha do Brasil orienta que situações que representem riscos à navegação, à vida humana ou ao meio ambiente sejam comunicadas pelo telefone 185, do Disque Emergências Marítimas e Fluviais.
Também é possível entrar em contato com a Capitania Fluvial de Santarém pelo telefone (93) 3522-2870.