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Meio Ambiente

COM A SUBIDA DAS ÁGUAS, LIXO ACUMULADO EM MARAÃ AMEAÇA CHEGAR AO RIO JAPURÁ; MP COBRA PROVIDÊNCIAS

Ministério Público acionou a Justiça contra a Prefeitura de Maraã e pediu limpeza dos igarapés, recuperação ambiental e indenização de pelo menos R$ 200 mil; situação atual dos serviços ainda precisa ser esclarecida.

COM A SUBIDA DAS ÁGUAS, LIXO ACUMULADO EM MARAÃ AMEAÇA CHEGAR AO RIO JAPURÁ; MP COBRA PROVIDÊNCIAS
Imagens: Divulgação (MPAM).
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A aproximação do período de subida das águas aumenta a preocupação com o lixo acumulado em igarapés, margens e áreas sob pontes e passarelas do município de Maraã, no interior do Amazonas. O problema, identificado em fiscalização do Ministério Público do Amazonas (MPAM), pode atingir também o Rio Japurá, caso os resíduos sejam arrastados pela correnteza.

A situação levou o Ministério Público a ingressar, em 6 de outubro de 2026, com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Maraã, exigindo providências para a limpeza e recuperação das áreas afetadas.

Quase um mês depois do ajuizamento, a questão que permanece é saber quais medidas já foram adotadas pela administração municipal e se houve alguma determinação judicial para solucionar o problema.

FISCALIZAÇÃO ENCONTROU LIXO E ÁGUA COM ASPECTO DE ESGOTO

Durante as inspeções, o Ministério Público identificou sacolas plásticas, garrafas, latas, embalagens, móveis e restos de madeira descartados irregularmente.

Também foram constatados pontos com água escura e parada, com aspecto de esgoto, vegetação alta e resíduos próximos a moradias construídas sobre palafitas.

Segundo o MPAM, essas condições representam riscos ao meio ambiente e à saúde dos moradores, além de favorecerem situações que exigem ações de limpeza, conservação e controle de vetores.

SUBIDA DAS ÁGUAS AUMENTA PREOCUPAÇÃO COM O RIO JAPURÁ

Um dos principais alertas da ação está relacionado ao comportamento natural dos rios amazônicos.

Com a recuperação do nível das águas, materiais descartados nas margens e em áreas alagáveis podem ser carregados para os igarapés e alcançar o Rio Japurá.

O risco reforça a necessidade de medidas preventivas antes que a elevação das águas dificulte a retirada dos resíduos.

A preocupação vai além da limpeza urbana: envolve a preservação dos cursos d'água e a proteção das famílias que vivem próximas às áreas afetadas.

A ação também solicita a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais. Imagem: MPAM.
A ação também solicita a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais. Imagem: MPAM.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE LIMPEZA E INDENIZAÇÃO

Na ação, o promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior solicita que a Prefeitura de Maraã seja obrigada a realizar a limpeza integral das áreas identificadas, com prazo de 30 dias, além de manter serviços periódicos de conservação.

O MPAM também pede a apresentação de um plano de recuperação ambiental em até 60 dias, ações de controle de vetores e animais peçonhentos e campanhas de educação ambiental.

Outra solicitação é a condenação do município ao pagamento de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 200 mil.

Para assegurar o cumprimento das determinações que eventualmente sejam impostas pela Justiça, o Ministério Público requer multa diária de R$ 10 mil.

É importante destacar que esses valores e prazos são pedidos formulados na ação, não penalidades ou determinações judiciais cuja aplicação já esteja confirmada.

E A LIMPEZA, JÁ FOI REALIZADA?

A reportagem não encontrou, nas fontes públicas consultadas até esta atualização, confirmação de decisão judicial sobre o pedido de urgência nem balanço oficial demonstrando a retirada integral do lixo dos locais apontados pelo Ministério Público.

Também permanece pendente a confirmação de eventuais providências adotadas pela Prefeitura de Maraã desde o ajuizamento da ação.

Diante da proximidade do período de cheia, o caso merece acompanhamento, especialmente quanto ao cumprimento das obrigações de limpeza urbana, à preservação dos igarapés e à prevenção de possíveis impactos no Rio Japurá.

O Portal Fonte Boa em Tempo considera importante que a administração municipal esclareça quais serviços foram executados, quais áreas ainda necessitam de intervenção e qual é o cronograma de recuperação ambiental.

Fonte: Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), comunicado oficial de 9 de outubro de 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / MPAM.

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