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A Polícia Federal deflagrou, na sexta-feira (30 de outubro), a Operação Aurum, com o objetivo de combater o garimpo ilegal na região do Alto Rio Solimões, no interior do Amazonas. A ação ocorreu nas proximidades da comunidade de Santa Rita do Weill, no município de Tabatinga, e contou com a participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante a fiscalização, os agentes localizaram equipamentos utilizados na extração irregular de recursos minerais. Segundo o balanço divulgado pela Polícia Federal, foram apreendidas ou inutilizadas 16 estruturas e equipamentos.
Entre os materiais atingidos pela operação estão três dragas de pequeno porte, cinco dragas de médio porte, sete estruturas conhecidas como motor-balsa, utilizadas no garimpo terrestre, além de uma embarcação do tipo rabeta.
Garimpo ilegal preocupa comunidades do Alto Solimões
A presença de garimpos clandestinos nos rios da Amazônia representa uma ameaça ao meio ambiente, especialmente pela movimentação de sedimentos, degradação dos cursos d'água e possibilidade de contaminação por mercúrio, substância utilizada em determinadas atividades de extração de ouro.
Esses impactos preocupam principalmente as populações indígenas e ribeirinhas, que dependem diretamente dos rios para o abastecimento, a pesca e outras atividades de subsistência.
A Operação Aurum integra os esforços dos órgãos federais para combater crimes ambientais e preservar os recursos naturais da região amazônica.
São Paulo de Olivença também foi alvo de operações
O combate ao garimpo ilegal tem alcançado outros municípios do Alto Solimões, incluindo São Paulo de Olivença.
Em março deste ano, a Operação Solo Limpo, realizada pela Polícia Federal, Ibama e Funai no rio Jandiatuba, nas proximidades do município, resultou na inutilização de mais de 15 dragas e na destruição de embarcações utilizadas no abastecimento das atividades clandestinas.
A operação alcançou áreas relacionadas às Terras Indígenas Tikúna Feijoal, Sururuá e Nova Esperança do Rio Jandiatuba.
As ações demonstram a continuidade da fiscalização federal sobre atividades de mineração irregular na região.
Até a divulgação do comunicado da Operação Aurum, a Polícia Federal não havia informado sobre prisões nem detalhado a destinação de todos os equipamentos apreendidos.