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Exército reforça presença na Terra Yanomami e desmonta estruturas do garimpo ilegal em operação na selva

Patrulhamento percorre mais de 100 quilômetros em rios da região do Alto Uraricoera; embarcações, motores, dragas e equipamentos usados por invasores foram destruídos e apreendido.

Exército reforça presença na Terra Yanomami e desmonta estruturas do garimpo ilegal em operação na selva
Imagens: EB (Comando Operacional Conjunto Catrimani II)
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Em uma demonstração de força e retomada do controle do território brasileiro na Amazônia, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II realizou uma grande ofensiva contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A operação ocorreu entre os dias 11 e 13 de maio e mobilizou militares das Forças Armadas em uma extensa missão de patrulhamento fluvial, reconhecimento e destruição de estruturas clandestinas utilizadas por garimpeiros ilegais.

As ações foram coordenadas junto à Casa de Governo no Estado de Roraima e tiveram como foco principal a região do Alto Uraricoera, uma das áreas mais afetadas pela presença de invasores e pela exploração ilegal de minério dentro do território indígena.

Durante a operação, os militares percorreram mais de 100 quilômetros por rios e igarapés em meio à selva amazônica. O avanço das tropas ocorreu em áreas consideradas estratégicas para o garimpo clandestino, principalmente rotas fluviais usadas para transporte de combustível, equipamentos e alimentação dos criminosos.

As equipes localizaram e destruíram uma embarcação empregada diretamente nas atividades ilegais, além de apreenderem uma balsa, motores de sucção, dragas, compressor de ar, motores de embarcação, galões para armazenamento de combustível, roupas de mergulho e bateias — equipamento tradicionalmente utilizado na extração de ouro e diamantes.

Segundo informações da operação, os patrulhamentos fluviais fazem parte de uma estratégia permanente para sufocar a logística do garimpo ilegal na região. Em muitos casos, os militares permanecem vários dias em deslocamento dentro da floresta, enfrentando condições extremas de navegação, isolamento e dificuldade de acesso para localizar acampamentos clandestinos escondidos em rios secundários e áreas densas da mata.

A presença das Forças Armadas tem sido considerada fundamental para restabelecer a autoridade do Estado brasileiro em áreas onde grupos ligados ao garimpo ilegal passaram anos atuando praticamente sem controle. Nos últimos anos, o avanço da mineração clandestina provocou devastação ambiental, contaminação dos rios por mercúrio, destruição da floresta e impactos severos sobre as comunidades indígenas Yanomami.

Além dos danos ambientais, as autoridades também apontam que o garimpo ilegal alimenta uma cadeia de crimes que envolve tráfico de combustível, armas, exploração de trabalhadores, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas na região de fronteira.

A Operação Catrimani II integra uma força-tarefa conjunta entre órgãos de Segurança Pública, agências federais e Forças Armadas, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024. O objetivo é intensificar ações preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços dentro da Terra Indígena Yanomami.

As ações devem continuar nos próximos meses, ampliando o patrulhamento em rios estratégicos e fortalecendo a presença do Estado em uma das regiões mais sensíveis da Amazônia brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / Assessoria EB.

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