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O Flamengo iniciou uma disputa nos tribunais esportivos para tentar reverter sua eliminação na semifinal da Copa Libertadores da América de 2026. Após perder a classificação para o Estudiantes, da Argentina, na disputa por pênaltis, o clube carioca apresentou uma reclamação formal à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), questionando a participação do defensor Marcos Rojo na partida de volta, disputada na quinta-feira (22), no Maracanã.
A diretoria rubro-negra sustenta que o atleta não possuía inscrição regularmente autorizada pela entidade organizadora da competição, embora tenha recebido uma autorização provisória do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para atuar no confronto.
Com base no artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, o Flamengo solicita que o Estudiantes seja declarado derrotado por 3 a 0, resultado que, se confirmado pelas instâncias competentes, modificaria a classificação para a decisão do torneio.
Entenda a polêmica envolvendo Marcos Rojo
O Estudiantes contratou Marcos Rojo como reforço emergencial para a semifinal, após problemas em seu elenco.
Inicialmente, a Conmebol rejeitou a inscrição do jogador, por entender que a situação apresentada pelo clube argentino não atendia aos critérios regulamentares para substituição de atletas.
Diante da negativa, o Estudiantes recorreu ao TAS, que concedeu uma medida provisória autorizando a inclusão de Rojo na lista de jogadores da Libertadores.
O defensor acabou escalado como titular contra o Flamengo e permaneceu em campo até os 30 minutos do segundo tempo.
O Flamengo argumenta que a autorização provisória não afastaria eventual responsabilidade disciplinar do Estudiantes. Essa interpretação, entretanto, ainda depende de julgamento.
Caso do Santos em 2018 é usado como precedente
Um dos principais argumentos do Flamengo envolve um episódio ocorrido na Libertadores de 2018.
Naquela edição, o Santos enfrentou o Independiente, da Argentina, pelas oitavas de final. Depois de um empate sem gols na partida de ida, o clube argentino denunciou a escalação do uruguaio Carlos Sánchez, que possuía uma suspensão pendente.
A Conmebol acolheu a reclamação e determinou a derrota do Santos por 3 a 0.
O Flamengo considera que a punição pode servir como referência para o julgamento atual.
Existe, porém, uma diferença relevante: Carlos Sánchez tinha uma suspensão pendente, enquanto Marcos Rojo atuou após receber uma autorização provisória do TAS. Essa distinção deverá ser considerada na análise jurídica.
Estudiantes tem prazo para apresentar defesa
O Estudiantes foi notificado sobre a reclamação e, segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira e argentina, terá até segunda-feira, 26 de outubro, às 18h, para apresentar seus argumentos à Conmebol.
A defesa do clube argentino deverá se apoiar principalmente na medida cautelar concedida pelo TAS, que autorizou a participação de Marcos Rojo na partida.
O próprio Estudiantes confirmou oficialmente essa autorização em comunicado publicado no dia 21 de outubro.
E a final contra o Palmeiras?
Por enquanto, o Estudiantes permanece classificado para enfrentar o Palmeiras na decisão da Libertadores, marcada para 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
A reclamação apresentada pelo Flamengo não altera automaticamente o resultado da semifinal.
Para que a classificação seja modificada, será necessária uma decisão favorável das instâncias esportivas competentes. Até o momento, não foi confirmada uma decisão definitiva sobre o pedido rubro-negro.