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Debate na Globo tem troca de acusações, informações falsas, pedido de desculpas e confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro

Último encontro antes do segundo turno foi marcado por discussões sobre economia, segurança, saúde e apostas online. Checagens identificaram declarações falsas e imprecisas dos dois candidatos, enquanto Flávio pediu desculpas a Lula após chamá-lo de nove dedos.

Debate na Globo tem troca de acusações, informações falsas, pedido de desculpas e confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro
Imagem: Arte ilustrativa (IA) / Portal Fonte Boa em Tempo.
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Na noite desta sexta-feira (23), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 25 de outubro.

Transmitido pela TV Globo, o confronto reuniu propostas de governo, críticas à administração federal, discussões sobre segurança pública, economia, saúde, educação e programas sociais.

Entretanto, além das propostas apresentadas, como sempre o debate foi marcado por acusações pessoais, informações posteriormente contestadas por agências de checagem e um pedido público de desculpas de Flávio Bolsonaro ao candidato Lula.

Checagem das declarações identifica informações falsas e imprecisas

Uma das novidades da cobertura foi o acompanhamento das declarações dos candidatos por plataformas de verificação de fatos.

O Fato ou Fake, do Grupo Globo, e organizações independentes realizaram análises das informações apresentadas durante o confronto.

Segundo levantamento divulgado pelo Ranking dos Políticos, foram verificadas 137 afirmações dos dois presidenciáveis.

Das 63 declarações de Lula analisadas, 28 foram classificadas como verdadeiras, 26 como imprecisas e nove como falsas.

No caso de Flávio Bolsonaro, foram verificadas 74 declarações, sendo 48 consideradas verdadeiras, 21 imprecisas e cinco falsas.

Os números refletem exclusivamente as afirmações selecionadas e os critérios adotados pela organização. Não representam a totalidade das falas dos candidatos nem um resultado oficial da TV Globo.

Lei do Tigrinho provoca confronto e declaração de Lula é contestada

Um dos momentos que chamaram a atenção ocorreu quando os candidatos discutiram a responsabilidade pela regulamentação dos jogos online, especialmente o popular Tigrinho.

Durante o debate, Lula atribuiu ao Ex-presidente Jair Bolsonaro a criação do jogo, afirmando que ele seria responsável pelo Tigrinho.

A declaração foi classificada como falsa por agências de checagem, incluindo a Agência Lupa e o Fato ou Fake, do g1.

Documentos oficiais confirmam que a Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023, que regulamentou as bets e passou a abranger jogos online, foi sancionada pelo próprio Presidente Lula.

Outro fato relevante é que, em 25 de setembro de 2026, o governo Lula, voltou atrás e editou a Medida Provisória nº 1.394, proibindo a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no país e alterando dispositivos da legislação anteriormente sancionada. Isso comprova sua responsabilidade pela sanção das regras que passaram a contemplar essa modalidade de jogo online.

Economia e endividamento das famílias

A situação econômica do país esteve entre os principais assuntos do debate.

Flávio Bolsonaro criticou o endividamento das famílias brasileiras, o preço dos alimentos e a perda do poder de compra da população. O senador questionou os resultados das políticas econômicas do governo federal e defendeu medidas para estimular a atividade econômica.

Lula respondeu destacando programas sociais, políticas de valorização do salário mínimo e iniciativas de renegociação de dívidas, como o Desenrola.

Os candidatos também discutiram aposentadorias, emprego e a necessidade de melhorar a renda dos trabalhadores.

Segurança pública gera confronto entre os candidatos

A segurança pública foi outro tema que elevou a temperatura do debate.

Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das penas, medidas mais rigorosas contra organizações criminosas e mudanças na legislação penal.

Lula destacou a atuação das forças federais de segurança e defendeu maior integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

A discussão também envolveu episódios de violência policial e acusações relacionadas à atuação política dos dois candidatos.

Amazonas e região Norte entram na discussão

O desenvolvimento da região Norte também apareceu entre os assuntos abordados.

Lula destacou investimentos federais em infraestrutura, incluindo discussões sobre a BR-319 e o Porto da Manaus Moderna.

Flávio Bolsonaro defendeu o fortalecimento da Zona Franca de Manaus, o aproveitamento do potencial econômico regional e investimentos em infraestrutura e tecnologia.

Apesar das referências ao Amazonas, problemas específicos enfrentados pelas comunidades ribeirinhas, como transporte fluvial, assistência à saúde no interior e dificuldades de acesso aos serviços públicos, não receberam aprofundamento equivalente.

Saúde, educação e programas sociais

Na saúde, Lula defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e criticou a condução da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro defendeu melhorias na administração dos serviços de saúde e maior eficiência na aplicação dos recursos públicos.

Na educação, os candidatos apresentaram propostas relacionadas ao ensino integral, à formação profissional e à ampliação de oportunidades para crianças e jovens.

A continuidade dos programas de transferência de renda também esteve presente no confronto.

Flávio chama Lula de 'nove dedos' e pede desculpas durante o debate

Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando Flávio Bolsonaro utilizou uma expressão relacionada à perda de um dedo da mão esquerda do presidente Lula.

Durante uma crítica ao governo, o senador afirmou que Lula dava benefícios com uma mão e retirava com nove dedos.

Lula reagiu imediatamente, lembrando que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho, em 1964, quando tinha 17 anos e trabalhava como torneiro mecânico.

Flávio Bolsonaro respondeu publicamente, afirmando que não tinha intenção de ofender Lula e pediu desculpas ao adversário.

Após o episódio, o senador retomou as críticas ao governo e também contestou a referência feita por Lula que o associava a milicianos.

O pedido de desculpas encerrou o confronto específico sobre a expressão, mas a troca de acusações continuou ao longo do debate.

Acusações pessoais também marcaram a reta final

Nos momentos finais, os candidatos ampliaram as críticas pessoais e políticas.

Foram mencionadas investigações, questões patrimoniais, episódios envolvendo familiares e acusações relacionadas a pessoas próximas aos dois concorrentes.

As declarações fizeram parte do embate eleitoral e não constituem, por si só, comprovação das acusações apresentadas.

Eleitor decide neste domingo

O último debate presidencial encerrou uma etapa importante da campanha para o segundo turno das eleições de 2026.

Além das propostas de governo, o encontro evidenciou o clima de confronto entre os candidatos e a importância das ferramentas de checagem para identificar informações incorretas ou imprecisas.

Neste domingo, 25 de outubro, os brasileiros voltam às urnas para escolher o presidente da República que governará o país pelos próximos quatro anos.

A decisão caberá aos eleitores, que terão a oportunidade de avaliar as propostas, os resultados administrativos e as informações apresentadas pelos dois candidatos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / Agência Brasil / BNLData / FlagCheck.

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