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A poucos dias do segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 25 de outubro, a Justiça Eleitoral orienta milhões de brasileiros a conferirem seus locais de votação. O alerta ocorre após a divulgação de mudanças de endereço envolvendo 4.352 seções eleitorais em diferentes regiões do país, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com dados até 16 de outubro.
O número representa aproximadamente 0,87% das 499.248 seções utilizadas no primeiro turno. Embora proporcionalmente pequeno, o impacto pode alcançar um número significativo de eleitores, especialmente aqueles que dependem de transporte público, deslocamentos longos ou embarcações para chegar às urnas.
Amazonas: Manaus e São Paulo de Olivença aparecem na relação de mudanças
No Amazonas, levantamento divulgado no domingo (18) aponta 48 seções eleitorais com alterações registradas, distribuídas entre dois municípios: Manaus, com 43 seções, e São Paulo de Olivença, no Alto Solimões, com cinco.
Ao todo, aproximadamente 16,5 mil eleitores podem ser afetados, conforme os dados publicados a partir da relação disponibilizada pela Justiça Eleitoral.
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Município |
Seções apontadas |
|---|---|
|
Manaus |
43 |
|
São Paulo de Olivença |
5 |
|
Total |
48 |
Os números exigem uma ressalva: seções identificadas em um levantamento nacional como alteradas não significam necessariamente 48 prédios diferentes. Além disso, diante das inconsistências registradas no sistema nacional, é importante confirmar as transferências efetivas com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Municípios como Fonte Boa, Tefé, Jutaí, Tonantins e Tabatinga não aparecem nessa relação inicial de alterações no Amazonas. Isso, porém, não dispensa a conferência individual do endereço de votação.
Por que a Justiça Eleitoral está mudando os locais de votação?
O TSE esclarece que as alterações não são determinadas de maneira generalizada pela administração central do tribunal. As decisões são tomadas pelas zonas eleitorais, responsáveis por avaliar as condições dos imóveis e as necessidades de cada município.
Entre as justificativas apresentadas estão reformas em escolas e prédios públicos, problemas estruturais, melhorias de acessibilidade, indisponibilidade de instalações e danos provocados por chuvas fortes e ventos.
A Justiça Eleitoral afirma que o número total de seções foi mantido para o segundo turno, afastando a interpretação de que as mudanças representariam uma redução nacional da estrutura de votação.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitou aos tribunais regionais ampla divulgação das alterações. Já o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu avaliações criteriosas para evitar mudanças desnecessárias em curto intervalo de tempo, considerando também o impacto sobre o deslocamento dos eleitores.
São Paulo, Minas Gerais e Rio concentram alterações
O levantamento nacional divulgado pela Justiça Eleitoral apresenta os seguintes números entre os estados com maior quantidade de seções apontadas como transferidas:
Levantamento nacional com dados até 16 de outubro; sujeito a revisão.
São Paulo aparece com 982 seções, seguido por Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312). O Maranhão registra 194 seções na relação divulgada.
Divergências nos dados também exigem esclarecimentos
Outro ponto que merece atenção é a existência de divergências entre os registros de mudanças apresentados pelo sistema nacional e as informações verificadas por tribunais regionais.
Em Pernambuco, por exemplo, houve registros que apontavam como transferência a mudança entre denominações de uma mesma escola, sem alteração efetiva do endereço. O TRE local informou que as mudanças reais estavam restritas a seis seções em dois municípios.
Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (19), o TSE informou que apuraria a inconsistência e atualizaria os dados.
Isso reforça a necessidade de transparência e atualização das informações para que os eleitores saibam exatamente onde devem comparecer.
No interior do Amazonas, distância e estiagem aumentam a preocupação
Para milhares de moradores de comunidades ribeirinhas, uma mudança de endereço pode representar uma dificuldade adicional.
Em localidades do Solimões, o deslocamento até os locais de votação depende frequentemente de barcos, voadeiras e pequenas embarcações. Em períodos de estiagem, o acesso pode exigir trajetos mais demorados e a utilização de diferentes meios de transporte.
O TRE-AM informou que pretende manter os locais de votação utilizados no primeiro turno nas comunidades do interior, realizando adaptações na logística de transporte das urnas quando necessário.
Segundo o órgão, em trechos onde a redução do nível dos rios dificulta a navegação, barcos maiores podem ser substituídos por voadeiras, rabetas e outros meios de transporte.
O tribunal também esclareceu que eventuais substituições de locais de votação deverão ocorrer em situações pontuais ou emergenciais, preferencialmente na própria comunidade.
Para o Portal Fonte Boa em Tempo, a situação exige atenção especial porque uma alteração comunicada tardiamente pode dificultar o comparecimento de eleitores que precisam organizar o deslocamento com antecedência.
Como saber se seu local de votação mudou?
O eleitor deve fazer a consulta antes de domingo, mesmo que tenha votado normalmente no primeiro turno.
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Pelo e-Título: abra o aplicativo e escolha a opção “Onde votar”.
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Pelo site do TSE: utilize o Autoatendimento Eleitoral para consultar zona, seção e endereço.
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Pelo TRE-AM: acompanhe os comunicados oficiais e procure o cartório eleitoral em caso de dúvida.
A consulta está disponível no site oficial do TSE.
Para os eleitores de São Paulo de Olivença, a relação divulgada aponta as seções 37, 46, 86, 97 e 110, com indicação da Escola Estadual Pogüta como destino. Em Manaus, há seções distribuídas por diversas unidades escolares. Os endereços devem ser conferidos individualmente antes do deslocamento.
Informação antecipada é fundamental para garantir o direito ao voto
Com o segundo turno se aproximando, a principal recomendação é que os eleitores não deixem a consulta para a última hora.
O Portal Fonte Boa em Tempo reforça a importância de familiares, lideranças comunitárias e moradores das áreas rurais e ribeirinhas compartilharem as orientações oficiais, especialmente com idosos e pessoas que têm dificuldade de acesso à internet.
A mudança de um local de votação não significa impedimento ao exercício do voto. Entretanto, a divulgação clara e antecipada dos novos endereços é fundamental para evitar transtornos e garantir que todos possam participar da eleição.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Agência Brasil e A Crítica.