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Bases Fluviais Arpão já auxiliaram na apreensão de mais de 197 toneladas de drogas no Amazonas

Estrutura coordenada pela SSP-AM fortalece combate ao narcotráfico e crimes ambientais nos rios Solimões, Negro e Amazonas

Bases Fluviais Arpão já auxiliaram na apreensão de mais de 197 toneladas de drogas no Amazonas
Imagem: Divulgação (SSP-AM)
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Em operação desde 2020, as Bases Fluviais Arpão, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), já auxiliaram as forças policiais do estado na apreensão de mais de 197 toneladas de drogas. A atuação integrada entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos de segurança tem fortalecido o combate ao narcotráfico, crimes ambientais e outras atividades ilegais na região dos rios Solimões, Negro e Amazonas.

Entre os dias 13 e 14 de março, o secretário da SSP-AM, coronel Vinícius Almeida, visitou três das cinco bases fluviais em funcionamento no estado. A agenda incluiu a Base Arpão 3, localizada no rio Negro, no município de Barcelos; a Base Tiradentes, situada em Jutaí; e a Base Arpão 2, instalada nas proximidades de Coari, no rio Solimões.

Durante as visitas, o secretário agradeceu o empenho das equipes que atuam nas unidades fluviais e destacou os resultados alcançados pelas operações.

“Saímos de Manaus e fomos à Barcelos, onde temos a Base Arpão 3 instalada. Uma base que deu um resultado espetacular no passado, principalmente na proteção de um ativo tão importante no nosso estado, que é o ecoturismo. Depois deslocamos ao município de Jutaí, onde está presente a base Tiradentes, que é da Polícia Militar, e que em apenas uma semana retirou mais de 100 quilos de drogas de circulação”, afirmou Vinícius Almeida.

Na visita à Base Arpão 2, considerada a mais antiga em funcionamento, o secretário ressaltou a importância estratégica da unidade no monitoramento do fluxo de embarcações que trafegam pela região do Alto Solimões.

“Aqui conseguimos interceptar a grande maioria dos barcos que vêm de Tabatinga e de regiões onde há produção de drogas que acabam descendo pelo rio Solimões. Infelizmente, essa droga atravessa a fronteira, mas quando chega aqui fazemos a interceptação. O resultado disso é mais segurança para a população”, destacou.

Operações permanentes nos rios

As operações das Bases Arpão começaram em 2020. A partir de 2024, o Amazonas passou a operar com quatro unidades fluviais e, em 2025, recebeu a quinta base. Desde então, as estruturas já auxiliaram na apreensão de 197 toneladas de entorpecentes, sendo 31 toneladas resultantes de ações diretas das unidades flutuantes.

As bases funcionam 24 horas por dia e contam com efetivo integrado da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Força Nacional e Marinha do Brasil, realizando abordagens e fiscalizações em diferentes tipos de embarcações.

A capitã Juliana Nattrodt, coordenadora da Base Arpão 3, destacou que o trabalho das unidades vai além das operações policiais.

“Buscamos manter sempre um elo positivo com a comunidade, trazendo segurança para os moradores. Também temos uma resposta muito positiva no turismo, pois as pessoas se sentem mais seguras para continuar suas atividades. Isso fomenta a região, gera recursos e melhora a qualidade de vida dos ribeirinhos”, afirmou.

Impacto na vida da população

O modelo de combate ao crime adotado pelas Bases Fluviais tem gerado impacto direto na vida de moradores das cidades e comunidades rurais onde as unidades estão instaladas.

A comerciante Euciléia Rodrigues, de 44 anos, moradora de Barcelos, lembra que antes da chegada da base fluvial a população enfrentava dificuldades até mesmo para frequentar áreas de lazer.

“Quando chegou a Base Arpão melhorou muito. Hoje temos apoio. Quando acontece alguma ocorrência, a gente aciona a base e eles rapidamente vêm fazer o atendimento e o patrulhamento. Na minha opinião, melhorou bastante”, relatou.

Mais resultados no combate ao crime

Além do enfrentamento ao narcotráfico, as Bases Fluviais também intensificaram ações contra crimes ambientais, roubos e outras práticas ilícitas, ampliando a apreensão de embarcações utilizadas pelo crime organizado, armas, munições e valores provenientes de atividades ilegais.

Para o secretário Vinícius Almeida, os resultados atuais refletem um planejamento iniciado há seis anos.

“Esses resultados foram planejados há seis anos. Hoje vemos esse trabalho consolidado e sendo entregue com excelência para a população do Amazonas”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Fboa em Tempo / SSP-AM.

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